segunda-feira, outubro 30, 2006

OBRAS NA SERRA

A Câmara Municipal de Lamego está a levar a cabo a requalificação da zona envolvente ao Parque Biológico, tendo para o efeito asfaltado todo o seu perímetro. Uma obra importante para quem gosta de visitar a Serra das Meadas e não dispõe de um veículo todo-terreno. Esta obra está orçamentada em 66.045,91 €.

terça-feira, outubro 24, 2006

AEROPORTO DO DOURO

Falar em ligações aéreas regulares ao Douro poderia parecer pura utopia há dez anos. O aeródromo de Vila Real, bem como o de Bragança, embora mais distante, garantem actualmente esse acesso em pequenos aviões, e até já há autarcas a defender um aeroporto regional, com capacidade para voos charter. Essencialmente, o objectivo é abrir mais uma porta para a entrada de turistas, já que pensar em rentabilizá-lo comercialmente com as pessoas da região é uma autêntica miragem.
Um dos presidentes de Câmara que se inclinam perante esta ideia é o de Lamego. Francisco Lopes opina que o aeródromo de Vila Real é "suficiente" para as necessidades da região, nomeadamente, na ligação a Lisboa. Porém, acha que talvez já fossem horas de se começar a pensar na criação de um aeródromo ou aeroporto em Trás-os-Montes e Alto Douro, que permita "outro tipo de voos com maior capacidade".
O edil escolhe como potenciais interessados nestas carreiras aéreas as pessoas que são obrigadas a ir para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, quando o destino é precisamente o Douro. Francisco Lopes adianta mesmo que só o turismo fluvial implica vários voos semanais provenientes de diversos países da Europa, com destaque para a França. Não é líquido que o turismo do Douro seja totalmente elitista, mas é inegável que exige um bom poder de compra. Ora, os turistas que encaixam neste perfil certamente não se importariam de pagar para aterrar directamente na região.
Daí que a reivindicação de Francisco Lopes soe como música aos ouvidos de Artur Cascarejo, autarca de Alijó, que há muito vem reivindicando uma maior aposta do poder central na requalificação do aeródromo da Chã, naquele município. O Instituto Nacional de Aviação Civil também já reconheceu as potencialidades do local. "Todos sabemos que não há turismo de qualidade sem um bom acesso aéreo". De resto, Cascarejo já tinha visto os seus colegas da Associação de Municípios do Vale do Douro Norte reconhecer as potencialidades da infra-estrutura do seu concelho, definindo-o como o que estava em "melhores condições geográficas" para ser transformado num aeroporto regional. A própria autarquia alijoense já mandou elaborar o projecto e está a tratar, a expensas próprias, da rectificação e prolongamento da actual pista, para que possa ter um comprimento de 1300 metros.No entanto, o objectivo final é a construção de uma pista de três quilómetros com condições para outros voos.
FONTE: JORNAL DE NOTÍCIAS

quarta-feira, outubro 18, 2006

PAVIMENTAÇÕES NA CIDADE

Uma extensa lista de ruas e caminhos da cidade de Lamego, cujo piso se encontrava em muito mau estado de conservação, estão a ser pavimentados de modo a melhorar a circulação rodoviária no interior da cidade. A reabilitação da rede viária concretizada pela Câmara Municipal de Lamego abrange diversas zonas da cidade e implica um investimento global de 129.846 euros, mais IVA, repartido por três empreitadas. Agora é mais fácil, mais cómodo e mais seguro conduzir em Lamego.
As pavimentações com betão betuminoso abrangem as seguintes ruas ou arruamentos: Rua dos Bombeiros, Rua Eng. Eugénio do Vale, Rua Justino Pinto de Oliveira, Rua D. Dinis, Rua Major David Magno, o arruamento que liga o antigo Dispensário e o Lugar das Amoreiras e o arruamento da Encosta do Mártir (Lugar de Medelo). Em alguns locais, é necessário proceder à regularização do pavimento, por eliminação de depressões.A juntar a isto, já foi reabilitado o pavimento do estacionamento da Central de Camionagem, numa área correspondente a 2650 m2, e o troço da EM 522-1, que serve o Complexo Desportivo de Lamego, entre o cruzamento com o acesso ao Santuário dos Remédios e o cruzamento com a EM 522 (Arneiros), numa extensão de cerca de 620 metros.
Sobre os trabalhos de pavimentação de diversas acessibilidades da cidade de Lamego, o Presidente da Câmara Municipal, Francisco Lopes, afirma: “O conjunto destas intervenções enquadra-se no programa de reabilitação e melhoramento das estradas do município que esta autarquia está a promover, com prioridade para as estradas que se encontram degradadas e asseguram as ligações no interior do concelho. Procuramos deste modo aumentar os índices de conforto e de segurança dos automobilistas. No futuro, vamos continuar a aumentar o investimento nesta área com o objectivo de melhorar a qualidade de vida dos lamecenses”.
FONTE: CML Site Oficial
Se é verdade que muito ficará por fazer, também não será menos verdade que Lamego já não se via uma máquina asfaltadora, que não estivesse ao serviço de um qualquer empreiteiro, há muito, muito tempo. Tememos no entanto que não se tenham ainda criado infra-estruturas que evitem que no futuro se tenha de rebentar o pavimento para fazer passar o gás canalizado, a TV por cabo ou outro qualquer tubo... A 5 de Outubro é um bom exemplo disso.

domingo, outubro 15, 2006

URGÊNCIAS À DISTÂNCIA

O director do Hospital Distrital de Lamego (HDL) garante que “60 por cento dos doentes” da unidade hospitalar “ficam a mais de 45 minutos de um Serviço de Urgência Polivalente (SUP)” caso a proposta do Governo para a rede de serviços de urgências, que está em discussão pública até ao final do mês, se concretize tal qual está elaborada. Em causa estão “25 mil utentes”.
Um dado que pode ajudar a contrariar as metas definidas pela comissão técnica responsável pelo documento, nomeada pelo Ministério da Saúde, que preconiza que 90 por cento da população portuguesa deverá ter um “tempo de acessibilidade inferior a 45 minutos, até um Serviço de Urgência Médico Cirúrgica (SUMC) ou SUP” - a rede será constituída por três níveis de urgência: SUP, SUMC e Serviço de Urgência Básica (SUB), por ordem decrescente de qualificação.
Na região, Lamego está entre dois hospitais com SUP, o de Viseu e o de Vila Real. Na proposta técnica, as urgências do Hospital de Lamego perdem a actual qualificação de SUMC para se assumirem como SUB. O director do Hospital de Lamego, Marques Luís, avisa ainda que “25 por cento dos utentes” que a unidade serve “fica a mais de 30 minutos de um SUB”, quando a proposta de rede de urgências perspectiva um tempo de acessibilidade dentro de meia hora “até um qualquer ponto da rede de urgência” para 90 por cento da população do país. A reclamação de Marques Luís estende-se à classificação das urgências de Lamego. A desqualificação, de SUMC para urgência básica, não é o ponto crítico para o médico. “O HDL não pode ter SUMC por escassez de recursos”, admite, reclamando, ainda assim, a classificação de “urgência básica qualificada” que não está prevista no documento em discussão pública, mas que é um conceito que o ministro da Saúde admitia para Lamego, num “despacho de 15 de Março”.
A preocupação do clínico agudiza-se quando analisa a rede de transportes de doentes na região. “O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não dispõe de capacidade para transportar doentes urgentes e emergentes, em tempo útil, para as urgências de Viseu ou de Vila Real”. “A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) [veículo de intervenção pré-hospitalar] de Viseu não ultrapassa Castro Daire e a de Vila Real não chega a Lamego” - alerta. (...)
FONTE: JORNAL DO CENTRO

sábado, outubro 14, 2006

PROPOSTA DE LEI DAS FINANÇAS LOCAIS

Depois das várias tentativas da maioria dos autarcas de forçarem o Governo a voltar atrás, e depois dos ataques da oposição, o executivo levou esta semana, à Assembleia da República, a proposta da nova Lei das Finanças Locais. O poder autárquico do distrito de Viseu, composto por 16 câmaras do PSD, quatro coligações PSD/CDS-PP e quatro do PS, está na sua maioria “revoltado” com a nova lei.
O aumento da desertificação que o Interior tem sido vítima, o impedimento de contratar novos trabalhadores, os benefícios dados aos concelhos mais populosos, o problema do endividamento e a “diminuição” da autonomia do poder local, são as principais críticas apontadas à proposta do executivo de José Sócrates. (...)
Ao contrário de Fernando Ruas que, com frequência, expressa a frase: “a saúde financeira de Viseu está bem e recomenda-se”, há muitos autarcas a braços com dificuldades em amortizar milhões de euros e que verão as contas complicadas com a entrada em vigor da nova Lei.
“No Concelho de Lamego, que está muito atrasado em termos de infraestruturas e equipamentos, afectará todas as áreas, nomeadamente as mais básicas como o abastecimento de água e saneamento, as acessibilidades, a requalificação urbana e os equipamentos elementares como biblioteca, piscinas cobertas e outros que ainda não existem”, desabafa o presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, para quem “a única vantagem desta lei seria a redução do défice público a partir do controlo do endividamento autárquico, o que não acontecerá porque o contributo do poder local para o défice público já é positivo”.(...)
FONTE: JORNAL DO CENTRO

quinta-feira, outubro 12, 2006

BLOCO DE PARTOS NÃO REABRE

Foi suspenso por apenas dois meses, mas parece que já não vai abrir. O bloco de partos de Lamego continua sem obstetras, e como a integração do hospital no centro hospitalar de Vila Real/Régua está para breve “não fazia sentido reabrir”.

O bloco de partos de Lamego, cujo funcionamento foi suspenso no início de Julho por um prazo de apenas dois meses, já não reabrirá, disse ontem à agência Lusa o director do hospital, Marques Luís.A 3 de Julho, o bloco de partos do hospital de Lamego suspendeu a sua actividade, por falta de obstetras, e a esmagadora maioria dos partos da região do Douro Sul passou a ser realizada no centro hospitalar de Vila Real/Régua.

“Como a integração do hospital de Lamego no centro hospitalar prevista no despacho do senhor ministro estará para muito breve e porque continuamos com apenas dois obstetras não fazia sentido reabrir”, justificou Marques Luís.Um despacho do ministro Correia de Campos, datado de Março, decidiu a manutenção do bloco de partos de Lamego até à sua integração no centro hospitalar Vila Real/Régua, que, na opinião de Marques Luís, deverá acontecer “até 1 de Dezembro, na pior das hipóteses”.No entanto, como um dos três obstetras que a maternidade de Lamego tinha se reformou a 30 de Abril, Correia de Campos admitiu que o bloco de partos poderia só estar a funcionar até finais de Junho.

Entretanto, o hospital de Lamego ainda abriu um concurso para colocação de dois obstetras e recebeu uma candidatura, mas o processo “não deverá ficar concluído antes do final do ano”. “A candidata entregou o currículo, é sua vontade tomar posse, só que o processo do concurso ainda não está concluído. Os concursos nunca demoram menos de três/quatro meses”, lamentou.

Marques Luís faz um balanço positivo destes meses, contando que o hospital de Lamego transfere “cada vez menos grávidas em trabalho de parto” para vila Real. “Noventa por cento das grávidas em trabalho de parto já vão directamente para Vila Real, que tem tido muito mais procura do que Viseu”, frisou. Segundo o mesmo responsável, esta situação demonstra que “as pessoas assimilaram muito melhor do que seria de esperar” a decisão de os partos da região passarem a ser feitos em Vila Real, dada alguma contestação que chegou a haver. “As grávidas têm optado esmagadoramente por Vila Real e não tem havido contestação”, sublinhou, acrescentando que apenas grávidas dos concelhos de Moimenta da Beira e de Sernancelhe optam por Viseu, o que também já acontecia antes da suspensão do bloco de partos. FONTE: O PRIMEIRO DE JANEIRO

sexta-feira, outubro 06, 2006

ECOPISTA INVIÁVEL

A construção da ecopista Lamego- Régua poderá estar em risco. A "invasão" da plataforma da linha por obras particulares e arruamentos em alguns dos seus pontos pode inviabilizar aquela que será provavelmente a única ciclovia com características vinhateiras.
A vontade da Câmara de Lamego em aproveitar o trilho da projectada mas nunca concretizada via férrea estreita Régua-Lamego, para ai instalar a ecopista, tem dois problemas que urgem ser resolvidos, no entender do seu presidente, Francisco Lopes. Um diz respeito ao facto "da plataforma onde se iam instalar os carris ser ainda propriedade do Estado". Outro diz respeito ao facto de "vários sítios do troço já terem sido invadidos por terrenos agrícolas, obras e até por arruamentos públicos". "Esta descontinuidade da linha pode comprometer o projecto", reconheceu. Mesmo com estas contrariedades, a Câmara de Lamego continua interessada no projecto.
Segundo apurámos, o levantamento topográfico está feito e a autarquia vai agora manter contactos com Direcção-Geral do Património para transferir o espaço da linha para o património municipal, para depois partir para uma outra fase do desenvolvimento do projecto. Entretanto, no terreno vai ser feita uma pesquisa, de modo a preservar alguns troços que possam garantir a efectivação da Ecopista que poderá ligar as cidades de Lamego e da Régua. FONTE: JORNAL DE NOTÍCIAS

quinta-feira, setembro 28, 2006

LAMEGO - SAÚDE EM BAIXA

Depois de adiado o Novo Hospital, do encerramento da Maternidade e da possível "despromoção" das urgências em serviço de urgência básico só falta agora encarar a dura realidade do Centro de Saúde de Lamego:

O Centro de Saúde de Lamego (CSL) está desadequado em termos de espaço e funcionalidade do edifício, alerta Sérgio Taveira, director desta unidade de saúde. Defende que o ideal seria existirem duas unidades de saúde modernas, funcionais, adequadas à população, à semelhança do que se pode encontrar actualmente nos concelhos vizinhos.

Segundo o responsável, as instalações do edifício não proporcionam boas condições de trabalho aos seus profissionais, em parte devido à elevada concentração de utentes nas áreas de atendimento e salas de espera, contribuindo para o excesso de ruído e alguma sensação de desorganização.«Esses factores perturbam um atendimento que gostaríamos que fosse mais personalizado e de melhor qualidade», refere este profissional, que garante haver «queixas frequentes dos utentes em relação às dificuldades sentidas na marcação de consultas, o tempo excessivo gasto nas filas quer para marcação de consultas quer para validação do receituário, do desconforto das salas de espera, particularmente no piso -1».

O Centro de Saúde de Lamego foi construído há cerca de 19 anos. Desde então, passou por algumas obras de melhoria, no que toca ao conforto dos utentes e profissionais e a instalação de aquecimento. Inicialmente foi projectado para servir uma população de cerca de 12 mil pessoas, mas actualmente ultrapassou a sua capacidade em mais de 50%, servindo 18500 utentes. Destes, mais de 1600 estão sem médico de família. Ao todo, o Centro de Saúde atende cerca de 300 utentes por dia. Este número não contabiliza os doentes para tratamento, vacinação, actos administrativos, consultas e microrradiografias efectuadas no Centro de Diagnóstico Pneumológico.No primeiro piso há seis gabinetes médicos e dois de enfermagem. A área administrativa e a saúde pública, além da direcção, estão situadas no piso zero. No piso -1, estão mais três gabinetes médicos, a sala de tratamentos e de vacinação e dois gabinetes de enfermagem. No piso -2, encontra-se o Centro de Diagnóstico Pneumológico, o serviço social, biblioteca e gabinete de enfermagem. Os automóveis do CSL ficam estacionados à porta, pois não há estacionamento próprio.

Nas instalações trabalham dez médicos, 11 enfermeiros, dois técnicos, oito administrativos e mais cinco profissionais de outras áreas, num total de 36 pessoas.«As actuais instalações não têm condições. A sala de espera do piso -1 é muito desconfortável. Conheço as unidades de alguns concelhos vizinhos, onde pode-se desempenhar bem o nosso trabalho. Este é uma das poucas unidades que não foi renovada. Precisamos de um ambiente tranquilo, organizado, com melhores divisões, para que possamos desempenhar melhor o nosso trabalho. Além disso, notámos um aumento significativo dos utentes e já não podemos comportar essa demanda», afirma o director.Sérgio Taveira recorda ainda que o Centro de Saúde foi projectado para servir uma população muito menos numerosa, tendo, portanto, «cumprido a sua missão». FONTE: JORNAL DIGITAL

quarta-feira, setembro 27, 2006

POLÍTICA DO ALMEDINA - A FONTE

O caso está a gerar polémica e no fontanário não há qualquer aviso a alertar para a perigosidade da água.Por ser considerada de “grande qualidade”, a água daquela fonte sempre foi muito procurada pelos habitantes de Lamego e dos concelhos limítrofes. No entanto, em Fevereiro de 2005 essa qualidade foi afectada pelos trabalhos de uma obra de construção civil.“A partir dessa altura, a água não voltou a ser a mesma, pelo que nós decidimos canalizar para a fonte a água de uma mina que fica a montante da antiga”, disse ontem ao CM António Lourenço, presidente da Junta de Freguesia de Almacave.Mas, nas três análises que o Centro de Saúde de Lamego efectuou este ano, o resultado foi sempre o mesmo: “Não está em conformidade com a legislação em vigor.” Na lista de fontes afixada na unidade de Saúde, a de Almedina está considerada como “imprópria”.Rui Clemêncio, técnico de Saúde Ambiental do Centro de Saúde de Lamego e responsável pela realização das análises, é categórico ao afirmar que a água “não está em condições”, aconselhando as pessoas a não a beber: “A água está imprópria e pode afectar a saúde dos seus consumidores. Tem bactérias coliformes em valores fora do normal.”As autarquias têm uma posição diferente. Os presidentes da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, e da Junta de Almacave, António Lourenço, garantiram ontem que as últimas análises efectuadas pelo Município indicam que a água “está muito próxima de estar boa”. “Hoje [ontem] já mandámos fazer mais análises que poderão atestar, objectivamente, que a água está mesmo boa”, diz António Lourenço, fazendo questão em mostrar que bebe água daquela fonte “todos os dias”.O presidente da Câmara de Lamego adianta que é “possível” que os valores da água “sejam alterados de semana para semana”. “É uma coisa que não podemos controlar, mas a autarquia tudo vai fazer para garantir a qualidade da água, que nunca pôs em perigo a saúde dos seus consumidores”, referiu Francisco Lopes, que na semana passada esteve na fonte e bebeu da sua água.Os autarcas garantem que sempre que a água não está potável é colocada na fonte uma placa avisadora, mas que é retirada horas depois por desconhecidos.
Alheia a esta divergência, a população de Lamego, sobretudo os residentes da zona da Avenida 5 de Outubro, continua a consumir a água que brota na Fonte do Almedina. Ana Maria Rodrigues, de 42 anos, reside desde pequena na Travessa 5 de Outubro e sempre bebeu daquela água, mesmo sabendo que estava imprópria para consumo. “Esta fonte é uma grande confusão. Uns dizem que a água está boa, outros dizem que não. Eu, sinceramente, não sei o que dizer, mas continuo a vir aqui buscar água porque, até hoje, nunca me fez mal nenhum”, disse. Mais intrigada ficou Maria do Carmo quando soube que as análises do centro de saúde indicam que a água está imprópria para consumo: “Não me diga!... Olhe, eu continuo a consumir esta água e fiquei mais sossegada quando, na semana passada, o presidente da Câmara veio cá e, além de beber da água, garantiu que ela estava boa”, referiu, salientando que é naquela fonte que os habitantes da zona se abastecem de água. Alberto Félix, outro habitante, diz que a polémica que envolve a água da Fonte do Almedina é um “caso político”. “O anterior presidente da Câmara nunca conseguiu garantir a qualidade desta água e agora que este executivo está a fazer tudo para a tornar potável estão a lançar esta confusão”, concluiu o morador.
FONTE: Correio da Manhã

segunda-feira, setembro 25, 2006

LEI DA ROLHA

Os municípios de Lamego e Barcelos, cujos hospitais ficaram recentemente sem bloco de partos, acusam o ministro Correia de Campos de impor silêncio aos responsáveis pelas unidades de saúde locais. O presidente da Assembleia Municipal de Lamego escreveu já ao ministro da Saúde lamentando a situação e o mesmo responsável de Barcelos emitiu um comunicado onde afirma a suspeita de que "outros serviços" do hospital da cidade poderão vir a encerrar.
O protesto do autarca de Lamego - cuja cidade acatou sem grande contestação o encerramento da maternidade local - surge na sequência de quer o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro quer o do Hospital Distrital de Lamego não terem comparecido a uma assembleia municipal convocada para debater os cuidados de saúde no concelho. O responsável da ARS chegou a dizer que o coordenador da sub-região de Viseu iria estar presente, mas no decorrer da sessão, José Mário Almeida afirma ter sido informado de que a pessoa designada "teria recebido instruções na véspera para não comparecer".
Já o presidente do hospital local condicionou a sua presença a uma autorização da tutela e afirmou no dia anterior à assembleia de que "não poderia comparecer à sessão". Ausências que José Mário Almeida classifica de "intolerável conduta omissiva" e que não fazem os responsáveis do município abdicar de participar "na definição das políticas de saúde com incidência na região".
FONTE: DIÁRIO DE NOTÍCIAS

domingo, setembro 24, 2006

PRAIAS FLUVIAIS

A Câmara Municipal de Lamego pretende criar três praias fluviais no concelho, com vista a colmatar uma carência que existe ao nível desta infra-estrutura turística de lazer.De acordo com o Jornal de Notícias, para o lugar da Ponte, na freguesia da Sé, está prevista a criação de uma praia no Rio Balsemão. Já existe um estudo prévio e estão a decorrer negociações para a aquisição de terrenos das margens daquele rio.Segundo a mesma fonte, mais a Norte, entre Penude e Arneiros, e no mesmo rio, está prevista a criação de outra praia. Esta empreitada apenas terá início quando ficar concluída a construção da Barragem de Petrarouca, integrada no sistema multimunicipal de abastecimento de água das Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro. Está ainda prevista outra zona de lazer fluvial para a Barragem de Bagaúste, na freguesia de Parada do Bispo. Para este local está prevista a criação de um espaço para banhos e com condições que sirvam para o acolhimento de embarcações.A autarquia estima que as três praias fluviais naturais estejam prontas em 2009.

quinta-feira, setembro 21, 2006

1º ANIVERSÁRIO

Um ano! 365 Dias, 125 Posts, mais de 15000 Visitas, mais de 39000 Páginas Vistas, milhares e milhares de Comentários...nem todos bons, é certo, mas continuamos com a firme vontade de ver, cada vez mais, a Cidade de Lamego discutida de uma forma livre e democrática mas também responsável e educada.
Parabéns a todos os colaboradores Lamego Em Foco!

quarta-feira, setembro 20, 2006

CAMPEONATO NACIONAL DE DUATLO

Não houve surpresas no nome dos vencedores do Campeonato Nacional de Duatlo Individual 2006, organizado pela Câmara Municipal de Lamego e pelo Triathlon Lamego Club, com o apoio da Federação de Triatlo de Portugal. Sérgio Silva e Bárbara Clemente sagraram-se, com naturalidade, campeões nacionais da competição realizada a 16 de Setembro último, disputada na distância Standard que compreende 10kms de corrida, 40 kms de ciclismo e 5 kms de corrida. Para além do Nacional Absoluto, também fez parte do programa do evento uma prova aberta aos atletas não federados (na distância Super-Sprint) e o Campeonato Nacional do escalão de Juvenis. Neste último, dois atletas do Alhandra Sporting Clube conquistaram os títulos masculino e feminino. Nadine Almeida e João Amorim foram os autores da proeza. O percurso do Campeonato Nacional de Duatlo Individual desenhado no centro de Lamego permitiu ao numeroso público assistir, desde os primeiros quilómetros, a uma prova muito táctica disputada pelos principais duatletas nacionais. A terminar uma acesa disputa, na corrida final, Sérgio Silva, recente Campeão do Mundo de Duatlo Sub-23, e Alcino Serras geriram a vantagem acabando por chegar à meta separados por poucos metros com a vitória a sorrir ao primeiro. No sector feminino, a principal candidata ao triunfo, Bárbara Clemente, confirmou as expectativas, depois de no ano passado se ter sagrado Campeã Nacional de Duatlo Júnior e Prata no Europeu de Nações. O Campeonato Nacional de Duatlo Individual e Juvenis foi disputado, pela primeira vez em Lamego, passando esta cidade a integrar o roteiro dos mais importantes palcos de realização de provas de Duatlo no nosso país.
Fonte: CML - Site Oficial
Parabéns às entidades organizadoras por apostarem em Lamego para mais um evento desportivo de carácter nacional. Com as infra-estruturas previstas para o futuro próximo de Lamego esperamos não só que mais eventos desta importância possam vir a decorrer na nossa Cidade, mas também que se consigam criar condições para que atletas da nossa região possam despontar a nível nacional.

domingo, setembro 17, 2006

ILUSTRES DE LAMEGO

O concelho de Lamego já tem à sua disposição uma obra literária que apresenta a vida e obra de inúmeras figuras ilustres do concelho e que, em diferentes áreas, se notabilizaram no país e no mundo. O livro “Ilustres de Lamego”, da autoria de Armando Rica e Fernando Cabral, condensa ao longo de mais de 200 páginas o percurso das mais importantes personalidades lamecenses que, ao longo dos últimos séculos, se destacaram na vida pública. O Salão Nobre dos Paços do Concelho foi pequeno para acolher todos aqueles que quiseram assistir à sua apresentação oficial.Os dois autores, naturais do concelho de Lamego, pretenderam com a elaboração da obra “Ilustres de Lamego” prestar uma justa homenagem aos seus conterrâneos, alguns ainda vivos. Armando Rica e Fernando Cabral revelaram que “a realização deste projecto era uma ambição antiga e que resultou de um árduo trabalho de investigação, tendo sido necessário recorrer a diversas publicações para estabelecer comparações, cruzar informação e filtrar apenas o essencial”.Presente na cerimónia pública de apresentação, Francisco Lopes, Presidente da Câmara Municipal, sublinhou que esta obra “ajudará a levantar a nossa auto-estima, pois vendo o conjunto de personalidades que ali estão retratadas, chegamos à conclusão de que há imensos lamecenses que tiveram um papel de destaque ao nível local, regional, nacional e até internacional e essa é efectivamente a grande riqueza de Lamego”. A edição deste livro teve o apoio da autarquia de Lamego. Francisco Lopes garantiu, ainda, perante uma vasta plateia, que a Câmara Municipal continuará a apostar na Cultura, uma vez que considera que esta área ajudará a impulsionar o desenvolvimento social do município e a consolidar Lamego como cidade de cultura no contexto do Interior Norte do País.
Fonte: CML site oficial Fotos: Nany Cabral - Kymagem

segunda-feira, setembro 11, 2006