
O Centro de Saúde de Lamego (CSL) está desadequado em termos de espaço e funcionalidade do edifício, alerta Sérgio Taveira, director desta unidade de saúde. Defende que o ideal seria existirem duas unidades de saúde modernas, funcionais, adequadas à população, à semelhança do que se pode encontrar actualmente nos concelhos vizinhos.
Segundo o responsável, as instalações do edifício não proporcionam boas condições de trabalho aos seus profissionais, em parte devido à elevada concentração de utentes nas áreas de atendimento e salas de espera, contribuindo para o excesso de ruído e alguma sensação de desorganização.«Esses factores perturbam um atendimento que gostaríamos que fosse mais personalizado e de melhor qualidade», refere este profissional, que garante haver «queixas frequentes dos utentes em relação às dificuldades sentidas na marcação de consultas, o tempo excessivo gasto nas filas quer para marcação de consultas quer para validação do receituário, do desconforto das salas de espera, particularmente no piso -1».
O Centro de Saúde de Lamego foi construído há cerca de 19 anos. Desde então, passou por algumas obras de melhoria, no que toca ao conforto dos utentes e profissionais e a instalação de aquecimento. Inicialmente foi projectado para servir uma população de cerca de 12 mil pessoas, mas actualmente ultrapassou a sua capacidade em mais de 50%, servindo 18500 utentes. Destes, mais de 1600 estão sem médico de família. Ao todo, o Centro de Saúde atende cerca de 300 utentes por dia. Este número não contabiliza os doentes para tratamento, vacinação, actos administrativos, consultas e microrradiografias efectuadas no Centro de Diagnóstico Pneumológico.No primeiro piso há seis gabinetes médicos e dois de enfermagem. A área administrativa e a saúde pública, além da direcção, estão situadas no piso zero. No piso -1, estão mais três gabinetes médicos, a sala de tratamentos e de vacinação e dois gabinetes de enfermagem. No piso -2, encontra-se o Centro de Diagnóstico Pneumológico, o serviço social, biblioteca e gabinete de enfermagem. Os automóveis do CSL ficam estacionados à porta, pois não há estacionamento próprio.
Nas instalações trabalham dez médicos, 11 enfermeiros, dois técnicos, oito administrativos e mais cinco profissionais de outras áreas, num total de 36 pessoas.«As actuais instalações não têm condições. A sala de espera do piso -1 é muito desconfortável. Conheço as unidades de alguns concelhos vizinhos, onde pode-se desempenhar bem o nosso trabalho. Este é uma das poucas unidades que não foi renovada. Precisamos de um ambiente tranquilo, organizado, com melhores divisões, para que possamos desempenhar melhor o nosso trabalho. Além disso, notámos um aumento significativo dos utentes e já não podemos comportar essa demanda», afirma o director.Sérgio Taveira recorda ainda que o Centro de Saúde foi projectado para servir uma população muito menos numerosa, tendo, portanto, «cumprido a sua missão». FONTE: JORNAL DIGITAL