terça-feira, janeiro 29, 2008

ADEUS CARÍSSIMO

O presidente da Câmara de Lamego e o movimento que contestou o encerramento do bloco de partos naquela cidade congratularam-se hoje com a exoneração do ministro da Saúde, Correia de Campos.


"Costuma o povo dizer que quem colhe ventos semeia tempestades e assim aconteceu. Todo o processo de reestruturação na saúde foi feito quase sempre ao arrepio da vontade das populações e dos autarcas", disse à Lusa o autarca de Lamego, Francisco Lopes (PSD).

Para o presidente da Câmara Municipal de Lamego, que se opôs ao encerramento do bloco de partos do hospital da cidade, Correia de Campos "tomou medidas muito penalizadoras para as populações sobretudo do interior".

O autarca de Lamego espera que a sucessora de Correia de Campos na pasta da Saúde, Ana Jorge, "dê cumprimento integral às promessas do seu antecessor" nomeadamente a construção do novo hospital de proximidade de Lamego, com conclusão prevista para 2010.

Pelo movimento "Por Lamego", de contestação ao encerramento do bloco de partos, Sónia Fonseca considerou que a substituição do ministro da Saúde é "uma boa notícia".

"O senhor primeiro-ministro agiu de maneira sensata e humana", sustentou, em declarações à Lusa, acrescentando que "Lamego só espera que a nova ministra seja isso mesmo, humana, e não pense só em números".

O primeiro-ministro solicitou hoje ao Presidente da República a exoneração dos ministros da Saúde, Correia de Campos, da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, e do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, João Amaral Tomás.

Para os substituir, disse à Lusa fonte oficial, José Sócrates indicou Ana Jorge para a Saúde, José António Pinto Ribeiro para a Cultura e Carlos Baptista Lobo para a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais.

Ana Jorge dirigia actualmente o serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta, em Almada, e foi presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, quando a socialista Maria de Belém Roseira era ministra da Saúde, no governo de António Guterres. FONTE: LUSA

sexta-feira, janeiro 25, 2008

OBRAS DA 5 DE OUTUBRO

PCP de Lamego fala em obra desajustada em relação às actuais soluções técnicas e aponta dedo ao edil LamecenceO PCP de Lamego tem questionadp a autarquia pelos trabalhos de requalificação que foram efectuados na Avenida 5 de Outubro, por sinal uma das mais movimentadas da cidade de Lamego.

Os Comunistas dizem que o edil municipal sujeitou a cidade a vários meses de obras, pó, lama, confusão, incómodo e prejuízos inúmeros apara, no final, se ver uma obra “plena de deficiências, erros gritantes e soluções técnicas ultrapassadas”.

As críticas à obra fizeram-se ouvir pela voz do dirigente do PCP de Lamego/Tarouca, Adelino Mesquita, que referiu: “bastou uma chuvada para a avenida ficar transformada num rio”. Isto porque, segundo alega, há um deficiente escoamento das águas pluviais, tendo havido já necessidade de andar “uma semana a desentupir a rede de canais”.

O PCP sublinha que a obra é um “atentado á modernidade” e consideram-na “desajustada” em relação às actuais soluções técnicas que existem, já que falta, por exemplo, uma galeria subterrânea de apoio a serviços como àgua, gás, telecomunicações e electricidade.

Os dirigentes do PCP vão mesmo mais longe, chegando ao ponto de afirmar que, quando for necessário efectuar reparações será necessário “escavacar tudo”.FONTE: NOTÍCIAS DO DOURO

domingo, janeiro 20, 2008

COORDENADORA DA PJ DEFENDE ROTATIVIDADE DE FUNCIONÁRIOS

Lamego, 19 Jan (Lusa) - A coordenadora de investigação criminal da Polícia Judiciária (PJ) Patrícia Silveira defendeu hoje o princípio da rotatividade dos funcionários como um dos mecanismos de controlo a criar nas autarquias para prevenir a corrupção.

Ao intervir hoje, em Lamego, num debate sobre "Corrupção autárquica e desportiva", a coordenadora de investigação criminal da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira da PJ disse que nas autarquias "há pequenos e grandes poderes que são geradores de zonas permissíveis à corrupção".

Neste âmbito, ainda que defenda que as autarquias devem reorganizar os seus serviços, simplificando os procedimentos para diminuir as zonas "permeáveis à corrupção", Patrícia Silveira considera que isso "não é suficiente" e que devem ser criados "mecanismos de controlo dentro das próprias autarquias".

Pela experiência da PJ, nomeadamente na área financeira, "estabelecer um princípio de rotatividade" deve ser um deles, porque a "especialização excessiva" de uma pessoa em determinada matéria à qual apenas ela tem acesso cria "uma zona de risco", explicou.

"Temos verificado que, em muitos casos de peculato e de corrupção, os funcionários que praticam esses crimes são os mais zelosos, que nem tiram férias", contou, acrescentando que, se as tiram, "é só por dois dias", para não haver necessidade de serem substituído nas suas funções.

Considera, por isso, que não se deve "deixar uma pessoa 20 anos no mesmo sítio, com os mesmos poderes e os mesmos conhecimentos", para não haver a "tentação".

"Queremos eliminar a tentação e as zonas de risco", frisou, advogando que "a mudança não é necessariamente uma coisa má", porque a pessoa que ocupar o cargo poderá ter "uma nova forma de lidar com as situações e de resolver problemas".

A nível interno das autarquias, a coordenadora de investigação defendeu também a apresentação regular do nível de produtividade e o controlo da gestão orçamental.

Patrícia Silveira apontou como outra forma de mecanismo de controlo o que pretende fazer a Câmara de Lisboa, constituindo "uma comissão interna de fiscalização e prevenção da corrupção", que considera ser "uma boa ideia", desde que envolva também pessoas de fora, como munícipes ou peritos.

"Outro tipo de controlo pode ser feito através de protocolos com outras entidades", acrescentou, dando como exemplo o celebrado entre a Câmara de Santarém e a direcção distrital de Finanças para assuntos da área do urbanismo. Na sua opinião, as autoridades nacionais incumbidas da fiscalização "Tribunal de Contas, e inspecções-gerais da Administração Local e das Finanças" só deveriam intervir "numa fase final".

"O objectivo era não ter que chegar lá e elas só fazerem aquelas inspecções regulares", sublinhou.
Para falar de corrupção desportiva, estava prevista no debate a presença da directora do Departamento de Investigação Penal de Lisboa, Maria José Morgado, mas que não se deslocou a Lamego por impedimentos pessoais.

sábado, janeiro 19, 2008

I FÓRUM LAMEGO

LAMEGO - Debate promovido pelo PS
Maria José Morgado debate corrupção autárquica e desportiva



O I Fórum Lamego vai debater hoje a corrupção no âmbito autárquico e desportivo. No debate, participam Maria José Morgado, directora do Departamento de Investigação Penal de Lisboa, Gabriel Catarino, juiz desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra e Patrícia Silveira, coordenadora de Investigação Criminal da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira da Polícia Judiciária.

O debate vai ser moderado por Eduardo Dâmaso, director adjunto do jornal Correio da Manhã e a iniciativa, organizada pela Comissão Política Concelhia do PS de Lamego, surge dois meses depois de dois dirigentes do Sporting de Lamego terem sido acusados de corrupção desportiva, após terem sido detidos pela PSP de Viseu quando trocavam dinheiro com dois árbitros da Associação de Futebol de Viseu, nas proximidades de Tondela e de Castro Daire.

O presidente do clube é Amândio da Fonseca, vice-presidente da câmara de Lamego, e líder da Concelhia social-democrata, lugar que vai abandonar, já que a maioria dos membros da comissão politica pediram a demissão.O PS, na altura, também questionou o presidente da câmara, mas teve como resposta o silêncio, já que dias antes de ter rebentado o escândalo com os árbitros, a autarquia tinha atribuído um subsídio ao Sporting de Lamego.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

LAMEGO meo

Até hoje Lamego tem ficado para trás no que diz respeito a alternativas de Internet e Televisão. A Clix parou na Régua, a Netcabo parou em Viseu e Vila Real, a Novis e a ARtelecom não cobrem a zona de Lamego e TvCabo só por satélite...

Mas, finalmente, vai acabar o enfado!!!


A PT comunicações garante ter tudo preparado para iniciar, já neste semestre, a instalação do serviço meo em casa dos lamecenses que o pretendam. Por 50 euros teremos à disposição internet 8Mb sem limite de tráfego, chamadas para rede PT gratuitas e ilimitadas e ainda 40 canais de televisão para ver ou gravar no gravador digital disponibilizado.

Saibam mais em www.meo.pt e preencham este formulário. Se muitos lamecenses expressarem interesse pelo meo, mais depressa o teremos disponível. E bem falta nos faz.

terça-feira, janeiro 08, 2008

LAMEGO COM 205 VAGAS

O Instituto Superior Politécnico de Viseu disponibiliza, este ano, 1444 vagas para os 36 cursos do ano lectivo 2007/2008. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e comparativamente com o ano de 2006, as cinco escolas do ISPV (mais um pólo da Escola Superior de Educação em Lamego) dispõem, este ano, de mais dois cursos: 36 licenciaturas, duas das quais em regime nocturno e outras duas em regime pós-laboral, todas organizadas de acordo com o processo de Bolonha.


As maiores novidades ocorrem na Superior de Educação, que assiste ao eventual regresso de alguns cursos, passando dos actuais sete para oito. A escola perde o curso de Professores do Ensino Básico, variante de Educação Física, e ganha os cursos de Educação Ambiental, Educação Visual e Tecnológica e Educação Básica.

Na Superior Agrária assiste-se, sobretudo, à reorganização dos cinco cursos em funcionamento enquanto que a Superior de Tecnologia mantém os 12 cursos diurnos, dois dos quais (Tecnologias e Design de Multimédia e Engenharia e Gestão Industrial) arrancaram no ano lectivo 2006/2007. Este ano arranca ainda o curso de Engenharia Mecânica em regime pós-laboral.

Também a Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, mantém os sete cursos em funcionamento, um dos quais (Secretariado de Administração) em regime nocturno e abre, este ano curso de Serviço Social em horário pós-laboral.

A Superior de Saúde, continua com a licenciatura em Enfermagem. Criado pelo Decreto-Lei 513/79 de 26 de Dezembro, o Instituto Superior Politécnico de Viseu cresceu a partir da Superior de Educação, que se tornou na primeira unidade orgânica de um instituto superior politécnico a entrar em funcionamento no país. Quase três décadas depois o ISPV é frequentado por 5.978 alunos e tem 395 professores. Só a Superior de Tecnologia, criada em 1985 é frequentada por 3.009 estudantes, mais de metade do total de alunos que estudam no IPV.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

CÂMARA TEM NOVO SITE

A Câmara Municipal de Lamego criou um novo website www.cm-lamego.pt com grafismo e conteúdo mais sugestivos e interessantes que o anterior. A cereja no topo do bolo apareceu-nos na apresentação e descrição do Património lamecense mas o bolor acompanhou os mapas da cidade e do concelho...a visitar!

terça-feira, janeiro 01, 2008

FELIZ 2008 !


Que 2008 seja para Lamego mais um ano de evolução e consolidação dos desejos de todos os lamecenses. FELIZ 2008!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Polis XXI - CIDADE DE LAMEGO SELECCIONADA

O secretário de Estado do Ordenamento do território e Cidades, João Ferrão, anunciou hoje, em Lamego, que a candidatura apresentada por Vila Real/Lamego/Régua foi uma das cinco contempladas na fase preliminar do programa Polis XXI.



Esta foi uma das 26 candidaturas apresentadas às medidas preparatórias às Redes de Cidades para Competitividade e Inovação, no âmbito da nova política de cidades Polis XXI.

Entre estas acções preparatórias apenas cinco candidaturas podiam ser apoiadas, sendo seleccionadas entre as 26 apresentadas, que abrangiam mais de uma centena de municípios.

A decisão foi tomada quinta-feira e tornada pública durante a tarde de hoje pelo secretário de Estado da tutela.

João Ferrão participou hoje em Lamego para assinalar o sexto aniversário da classificação pela UNESCO do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial.

Sobre a candidatura Vila Real/Lamego/Régua, o governante considerou tratar-se «de uma candidatura vitoriosa por mérito próprio».

Referiu que esta selecção deve ser um estímulo aos vários actores locais, mostrando que é possível associarem-se entre si.

A região apresentou uma candidatura «perante forte concorrência e conseguiu vencer, o que é uma boa notícia», acrescentou o responsável político.
Deixou ainda o repto para que esta vitória seja repetida e se torne numa cultura enraizada, salientando a necessidade de serem desenvolvidos bons projectos.

Considerou ainda que a região está a demonstrar capacidade para virar a página e entrar num novo patamar de exigências.

Sobre as candidaturas contempladas entre as cinco está também a de Braga/Guimarães/Barcelos/Vila Nova de Famalicão.

As restantes três contempladas foram a candidatura do Corredor Azul coordenada por Évora; a candidatura em torno das energias alternativas coordenada por Moura, e a candidatura coordenada por Faro.

O secretário de Estado frisou que todas as 26 candidaturas eram muito boas, «tendo havido dificuldade em identificar apenas estas cinco, que deverão servir de exemplo».

Em Abril «poderão candidatar-se estas e outras, e a nossa esperança é que surjam boas ideias», adiantou. Fonte: Lusa

terça-feira, dezembro 04, 2007

PCP VISEU - PIDDAC PARA O DISTRITO APOSTA NO SUBDESENVOLVIMENTO

O PCP de Viseu criticou hoje o PIDDAC de 2008 para o distrito, por considerar que "confirma a aposta do Governo no subdesenvolvimento", deixando de fora todas as 40 propostas apresentadas pelo grupo parlamentar do partido.

"Pelo caminho que as coisas levam é imperioso perguntar se no fim da legislatura do PS ainda haverá PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) para o distrito de Viseu", afirmou, em conferência de imprensa, o líder regional do PCP, João Abreu, lembrando que, em três anos, "perdeu de dotações directas 71 milhões de euros (56,5 por cento)".

Segundo João Abreu, com os 54 milhões de euros de investimento previstos no PIDDAC para 2008, o distrito "não só vê alargar-se o fosso em relação aos distritos do litoral, como diverge, pela negativa, de distritos do interior", como Guarda e Castelo Branco.

Considerou "escandaloso e imoral" que haja concelhos "sem qualquer dotação em PIDDAC em anos consecutivos, como sejam Penedono pelo terceiro ano, Moimenta da Beira e Tarouca pelo segundo" e outros com verbas "irrisórias".
Por ver "adiadas continuamente obras estruturantes e prioritárias para o distrito", a Direcção Regional de Viseu do PCP tinha apresentado propostas de obras que abrangiam os seus 24 concelhos ao grupo parlamentar, que as levou à discussão na especialidade do Orçamento de Estado, todas rejeitadas.

João Abreu exemplificou com a universidade pública em Viseu, "ligações rodoviárias condignas" de Resende e Cinfães à auto-estrada A24, o interface rodo/ferroviário de Mangualde, novas escolas e jardins de infância na cidade e periferia de Viseu e a aquisição do antigo sanatório da Bela Vista para instalação de uma pousada da juventude.

No entanto, "o grupo parlamentar do PS votou contra todas as propostas do PCP para o distrito", tendo sido seguido "pela direita de interesses, provando, mais uma vez, que no essencial da orientação política do Governo, que serve os grandes grupos económicos situados essencialmente no litoral, PS, PSD e CDS estão de acordo", lamentou.

O PIDDAC para o distrito de Viseu também já mereceu críticas dos responsáveis do PSD, que o consideraram "o pior de sempre" porque, na prática, "dos 24 concelhos, 12 é como se não tivessem dotação orçamental".

O deputado parlamentar e líder do PS, José Junqueiro, tem respondido às críticas argumentando que, "do bolo geral, o PIDDAC só espelha 30 a 40 por cento dos investimentos".
João Abreu disse aos jornalistas que a estratégia do PS consiste em "deixar bater no fundo o investimento para depois aparecer com um conjunto de obras que aos olhos das pessoas parecem transcendentes".

E considerou que anúncios feitos ultimamente em iniciativas do PS, como o arranque das obras do hospital de Lamego ou o comboio de alta velocidade a passar por Viseu "não passam de uma mistificação".

Quanto ao hospital de Lamego, cujas obras estão previstas arrancar em 2009, referiu que "já não se pode chamar àquilo um hospital, será mais um centro de saúde de terceira geração".

"E será que a linha de alta velocidade serve os interesses do concelho de Viseu e do distrito? Pensamos que não", afirmou o dirigente partidário, defendendo a ligação ferroviária à Linha da Beira Alta ao invés de um comboio que "deslumbra quando passa no concelho" a alta velocidade.
FONTE:Lusa

segunda-feira, dezembro 03, 2007

JORNAL DO DOURO LANÇA CANAL DE TV DIGITAL

O Jornal do Douro, de Lamego, arranca hoje com a emissão experimental da sua televisão digital, onde haverá vídeos das principais notícias da região que podem ser enviados por quem quiser ser "correspondente" da sua terra.

"O jornal já tem imagens, as fotografias, mas a imagem passada na televisão é mais forte", justificou à agência Lusa o director do Jornal do Douro, Humberto Costa, considerando que a televisão digital é "um instrumento do futuro".


Humberto Costa está confiante no sucesso do projecto, até porque na região do Douro "não há grande vida nocturna e as pessoas ficam muito em casa, a ver televisão e na Internet".
"Há pessoas com formação média/alta que, certamente, gostarão de ver a actualidade da região em imagem", considerou.

Por outro lado, Humberto Costa espera que a televisão digital seja muito vista pelos emigrantes da região espalhados por países como a Suiça, a França, a Bélgica e o Luxemburgo, que assim poderão matar saudades e saber o que se passa de mais importante na sua terra natal.
"O emigrante de hoje é diferente. As novas gerações já apostam nas novas tecnologias", frisou, lembrando que, actualmente, é através da Internet que muitos deles comunicam com a família em Portugal.

A nova televisão, que tem como lema "A imagem da região demarcada", dará espaço a temas de política, cultura, saúde, desporto, noite e turismo, garantindo permanente actualização.
Pretende também ser um meio de promoção dos municípios e freguesias do Douro (da Região Demarcada e outros do Douro Sul) e das empresas e instituições que contribuam para o seu desenvolvimento.

Na rubrica "Eu...repórter" será dada a possibilidade às pessoas de enviarem "vídeos caseiros" - feitos com uma vulgar câmara de filmar ou mesmo com telemóvel - tornando-se assim "correspondentes" da sua terra.
"Queremos que as pessoas também contribuam, porque temos uma equipa reduzida e não podemos chegar a todo o lado", disse Humberto Costa, acrescentando que, se o assunto do vídeo enviado o justificar, poderá mesmo ser feita posteriormente"uma peça com cariz mais profissional".

Criado em 2000, o semanário Jornal do Douro conta com uma equipa de seis pessoas, sendo três jornalistas. Entre estes há um operador de câmara, que é também editor de imagem e fotógrafo.

Numa lógica de aproveitar ao máximo os recursos, quando uma equipa sai para algum trabalho, faz imagem para a televisão e fotografia para o jornal, contou o responsável.

Quando a televisão digital do Jornal do Douro ficar 'on-line', o que Humberto Costa estima poder acontecer ainda hoje, aparecerão no ecrã do computador de quem lhe aceda (através de www.jornaldodouro.tv) notícias sobre o comboio histórico do Douro e relacionadas com a actividade autárquica, como a inauguração de um pavilhão em Resende e de uma ponte em Tarouca.
Segundo Humberto Costa, a televisão digital ficará em emissão experimental até ao final do ano, arrancando "definitivamente e em velocidade de cruzeiro" no primeiro dia de 2008.

Além da edição semanal impressa, o Jornal do Douro passa também este mês a dispor de um site (www.jornaldodouro.eu), que vai disponibilizar informação regional diária e uma 'newsletter'. FONTE: Lusa

sexta-feira, novembro 30, 2007

ELEIÇÕES PSD - LAMEGO

O presidente da Mesa da Assembleia da concelhia de Lamego do PSD, Melchior Moreira convocou eleições extraordinárias, na sequência dos pedidos de renúncia apresentados por 11 dos 15 elementos que integram a Comissão Política de Secção, dirigida por Amândio da Fonseca.A convocação de eleições, em Dezembro, é uma das consequências das suspeitas de corrupção que pairam sobre dirigentes do Sporting Clube de Lamego, depois da detenção de dois árbitros e dois dirigentes desportivos na sequência de denúncias feitas pela Associação de Futebol de Viseu.

Os focos têm sido apontados a Amândio da Fonseca, que acumula as presidências do Sporting Clube de Lamego e da concelhia do PSD com a vice-presidência da Câmara de Lamego.Para além da queda da concelhia do PSD, o PS local pediu a “demissão de Amândio da Fonseca do cargo de vice-presidente do executivo camarário por não poder desresponsabilizar-se dos acontecimentos profusamente divulgados pelos órgãos de comunicação social e não ter sabido garantir o bom nome e honorabilidade de Lamego”, explica a presidente da concelhia socialista, Marisabel Moutela.


Em comunicado, o PS exortou ainda o presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, a vir a público “garantir aos lamecenses que o subsídio no montante de 50 mil euros, entregue dias antes ao Sporting Clube de Lamego, se não destinou ao pagamento de eventuais actos de corrupção”.

O mal estar instalou-se também no executivo camarário, depois da vereadora Teresa Santos, um dos elementos da concelhia do PSD demissionários, ter apresentado o pedido de renúncia, circulando informações de que o presidente do executivo camarário estaria a preparar-se para retirar os pelouros a Amândio da Fonseca.

O presidente da Câmara recusou falar com o Jornal do Centro, explicando que “não comenta questões partidárias”, mas nega “em absoluto a possibilidade de vir a retirar os pelouros” ao seu vice. Teresa Santos também recusa falar, afirmando que “alguém fará os comentários no momento próprio”. O líder demissionário e recandidato, em lista única, à distrital de Viseu do PSD, José Cesário, acompanha “com preocupação” os acontecimentos, mas recusa “interferir no debate que deve ser feito pelos militantes locais, a não ser que haja desrespeitado pelos estatutos”.

O terceiro mandato de Amândio da Fonseca, na concelhia local do PSD, que terminaria em Fevereiro de 2009, cessa um ano antes. Por limitação de mandatos, o ainda líder da concelhia não pode recandidatar-se.Apesar das tentativas, o Jornal do Centro não conseguiu falar com Amândio da Fonseca.FONTE: JORNAL DO CENTRO

quinta-feira, novembro 29, 2007

PROVEDOR DA SANTA CASA TEME FUTURO DA INSTITUIÇÃO

José Lopes, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lamego denuncia que há interferências politico-partidárias e religiosas neste processo eleitoral. Em final de mandato, recusa trazer para dentro da instituição questões políticas, pois na arte de bem-fazer, segundo o provedor, é necessário empenhamento e dedicação.
Como o Lamego Hoje fez referência, as próximas eleições para Provedor da Santa Casa de Lamego, a realizar no próximo dia 1 de Dezembro, estão envoltas em polémica. Por um lado, uma moção assinada por 52 Irmãos – que acabou por não ser discutida – pedia a manutenção do actual provedor, de modo a continuar os projectos idealizados.

O presidente da Mesa acabou por não permitir a discussão desse ponto, e desde logo dois nomes se perfilaram para o cargo: Alberto Vieira Gomes e Manuel Teixeira.Perante este cenário, José Lopes, chegou a ser acusado de estar agarrado ao poder. “Não tenho sede de poder ou de qualquer pretensão política como fui acusado”, reafirma José Lopes, que garante que “apenas avancei para uma possível continuidade, porque 52 Irmãos apresentaram uma moção para a minha permanência e é legalmente permitido”.

Alberto Vieira Gomes é um homem da confiança de José Lopes, que deposita nele, e nos restantes elementos da equipa, caso sejam eleitos, “total confiança no seu empenho, fé, dedicação e espírito de compromisso”. Nele deposita a esperança para a concretização de projectos, alguns deles bem encaminhados. “Receio que não avancem com estes projectos”, lamenta o Provedor que considera “não basta apresentar uma lista, mas também ideias que a corporizem, e ter tempo e dedicação para os levar a cabo. Tenho dúvidas que a tenham”, lastima.

José Lopes lamenta que “haja partidos que queiram, neste momento, colocar em locais como esta instituição os seus homens de mão”. Segundo este responsável, a Santa Casa de Lamego tornou-se um lugar “apetecível devido à boa saúde financeira, que ao longo de seis anos conquistou, e a projecção que atingiu com projectos, nomeadamente o Centro de Acolhimento Temporário, que, a par da requalificação do Lar de Arneirós, foi um dos projectos mais emblemáticos dos últimos anos”.Ao longo dos últimos seis anos, a Santa Casa da Misericórdia de Lamego investiu mais de 3 milhões e 400 mil euros em projectos, e na forja está o mesmo valor para novas valências.

Que futuro?Para o futuro, José Lopes acredita que passa pelo caminhar na estrada da modernização, sendo a via da Certificação de Qualidade de todas as valências, desde a primeira infância aos idosos, uma forma de preparar a instituição para a forte concorrência do sector privado. Formar e dotar a instituição de técnicos é uma maneira de dar uma resposta diferenciada aos mais de 260 utentes. “Posso dizer que, hoje, sinto-me gratificado em ver que os nossos utentes estão melhor servidos”, conclui.Sempre com base nos princípios das 14 obras de Misericórdia, José Lopes, deixa, entre outros, como herança o projecto da construção de um Lar de Idosos em Medelo, a renovação da ala antiga do Lar de Arneirós, a criação de um Centro de Apoio e Aconselhamento Parental e um Serviço de Voluntariado.FONTE: LAMEGO HOJE

PS- LAMEGO EXIGE ESCLARECIMENTO

A Comissão Política do PS de Lamego não gostou dos silêncios de Francisco Lopes a propósito do caso de alegada corrupção de árbitros realizada pelo clube presidido por Amândio da Fonseca, seu vice-presidente na autarquia e emitiu um comunicado, que publicamos, onde refere que solicitou ao Presidente da Assembleia Municipal a convocação de uma sessão extraordinária da Assembleia para que o assunto seja debatido e esclarecido.


“O Partido Socialista de Lamego, logo que tomou conhecimento das graves suspeitas de corrupção que actualmente recaem sobre dirigentes do Sporting Clube de Lamego, cujo responsável máximo Amândio da Fonseca é, simultaneamente, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lamego, reuniu a sua Comissão Política e deliberou, por unanimidade, proceder de acordo com o teor do comunicado que oportunamente distribuiu a toda a comunicação social. Nesse mesmo comunicado o Partido Socialista de Lamego pediu a demissão de Amândio da Fonseca do cargo de Vice-Presidente do executivo camarário por não poder desresponsabilizar-se dos acontecimentos profusamente divulgados pelos órgãos de comunicação social e não ter sabido garantir o bom nome e honorabilidade de Lamego.

Exigiu também que o senhor Presidente da Câmara Municipal de Lamego viesse garantir aos lamecenses, de imediato, que o subsídio no montante de 50.000 euros, entregue alguns dias antes ao Sporting Clube de Lamego, se não destinou ao pagamento de eventuais actos de corrupção, como os que se suspeita terem sido agora praticados.

Em face da resposta evasiva do senhor Presidente da Câmara Municipal de Lamego, a Comissão Politica do Partido Socialista, empenhada no cabal esclarecimento dos acontecimentos e de, conjuntamente com os Lamecenses, devolver a Lamego a moral e a ética que sempre nos nortearam, torna público que solicitou ao Presidente da Assembleia Municipal de Lamego a convocação de uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Lamego para que, em sede deste órgão municipal, este assunto seja debatido e totalmente aclarado, e onde se exigirá a garantia de que os nossos dinheiros públicos não são utilizados para fins ilícitos.”FONTE: LAMEGO HOJE"