sexta-feira, dezembro 14, 2007

Polis XXI - CIDADE DE LAMEGO SELECCIONADA

O secretário de Estado do Ordenamento do território e Cidades, João Ferrão, anunciou hoje, em Lamego, que a candidatura apresentada por Vila Real/Lamego/Régua foi uma das cinco contempladas na fase preliminar do programa Polis XXI.



Esta foi uma das 26 candidaturas apresentadas às medidas preparatórias às Redes de Cidades para Competitividade e Inovação, no âmbito da nova política de cidades Polis XXI.

Entre estas acções preparatórias apenas cinco candidaturas podiam ser apoiadas, sendo seleccionadas entre as 26 apresentadas, que abrangiam mais de uma centena de municípios.

A decisão foi tomada quinta-feira e tornada pública durante a tarde de hoje pelo secretário de Estado da tutela.

João Ferrão participou hoje em Lamego para assinalar o sexto aniversário da classificação pela UNESCO do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial.

Sobre a candidatura Vila Real/Lamego/Régua, o governante considerou tratar-se «de uma candidatura vitoriosa por mérito próprio».

Referiu que esta selecção deve ser um estímulo aos vários actores locais, mostrando que é possível associarem-se entre si.

A região apresentou uma candidatura «perante forte concorrência e conseguiu vencer, o que é uma boa notícia», acrescentou o responsável político.
Deixou ainda o repto para que esta vitória seja repetida e se torne numa cultura enraizada, salientando a necessidade de serem desenvolvidos bons projectos.

Considerou ainda que a região está a demonstrar capacidade para virar a página e entrar num novo patamar de exigências.

Sobre as candidaturas contempladas entre as cinco está também a de Braga/Guimarães/Barcelos/Vila Nova de Famalicão.

As restantes três contempladas foram a candidatura do Corredor Azul coordenada por Évora; a candidatura em torno das energias alternativas coordenada por Moura, e a candidatura coordenada por Faro.

O secretário de Estado frisou que todas as 26 candidaturas eram muito boas, «tendo havido dificuldade em identificar apenas estas cinco, que deverão servir de exemplo».

Em Abril «poderão candidatar-se estas e outras, e a nossa esperança é que surjam boas ideias», adiantou. Fonte: Lusa

terça-feira, dezembro 04, 2007

PCP VISEU - PIDDAC PARA O DISTRITO APOSTA NO SUBDESENVOLVIMENTO

O PCP de Viseu criticou hoje o PIDDAC de 2008 para o distrito, por considerar que "confirma a aposta do Governo no subdesenvolvimento", deixando de fora todas as 40 propostas apresentadas pelo grupo parlamentar do partido.

"Pelo caminho que as coisas levam é imperioso perguntar se no fim da legislatura do PS ainda haverá PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) para o distrito de Viseu", afirmou, em conferência de imprensa, o líder regional do PCP, João Abreu, lembrando que, em três anos, "perdeu de dotações directas 71 milhões de euros (56,5 por cento)".

Segundo João Abreu, com os 54 milhões de euros de investimento previstos no PIDDAC para 2008, o distrito "não só vê alargar-se o fosso em relação aos distritos do litoral, como diverge, pela negativa, de distritos do interior", como Guarda e Castelo Branco.

Considerou "escandaloso e imoral" que haja concelhos "sem qualquer dotação em PIDDAC em anos consecutivos, como sejam Penedono pelo terceiro ano, Moimenta da Beira e Tarouca pelo segundo" e outros com verbas "irrisórias".
Por ver "adiadas continuamente obras estruturantes e prioritárias para o distrito", a Direcção Regional de Viseu do PCP tinha apresentado propostas de obras que abrangiam os seus 24 concelhos ao grupo parlamentar, que as levou à discussão na especialidade do Orçamento de Estado, todas rejeitadas.

João Abreu exemplificou com a universidade pública em Viseu, "ligações rodoviárias condignas" de Resende e Cinfães à auto-estrada A24, o interface rodo/ferroviário de Mangualde, novas escolas e jardins de infância na cidade e periferia de Viseu e a aquisição do antigo sanatório da Bela Vista para instalação de uma pousada da juventude.

No entanto, "o grupo parlamentar do PS votou contra todas as propostas do PCP para o distrito", tendo sido seguido "pela direita de interesses, provando, mais uma vez, que no essencial da orientação política do Governo, que serve os grandes grupos económicos situados essencialmente no litoral, PS, PSD e CDS estão de acordo", lamentou.

O PIDDAC para o distrito de Viseu também já mereceu críticas dos responsáveis do PSD, que o consideraram "o pior de sempre" porque, na prática, "dos 24 concelhos, 12 é como se não tivessem dotação orçamental".

O deputado parlamentar e líder do PS, José Junqueiro, tem respondido às críticas argumentando que, "do bolo geral, o PIDDAC só espelha 30 a 40 por cento dos investimentos".
João Abreu disse aos jornalistas que a estratégia do PS consiste em "deixar bater no fundo o investimento para depois aparecer com um conjunto de obras que aos olhos das pessoas parecem transcendentes".

E considerou que anúncios feitos ultimamente em iniciativas do PS, como o arranque das obras do hospital de Lamego ou o comboio de alta velocidade a passar por Viseu "não passam de uma mistificação".

Quanto ao hospital de Lamego, cujas obras estão previstas arrancar em 2009, referiu que "já não se pode chamar àquilo um hospital, será mais um centro de saúde de terceira geração".

"E será que a linha de alta velocidade serve os interesses do concelho de Viseu e do distrito? Pensamos que não", afirmou o dirigente partidário, defendendo a ligação ferroviária à Linha da Beira Alta ao invés de um comboio que "deslumbra quando passa no concelho" a alta velocidade.
FONTE:Lusa

segunda-feira, dezembro 03, 2007

JORNAL DO DOURO LANÇA CANAL DE TV DIGITAL

O Jornal do Douro, de Lamego, arranca hoje com a emissão experimental da sua televisão digital, onde haverá vídeos das principais notícias da região que podem ser enviados por quem quiser ser "correspondente" da sua terra.

"O jornal já tem imagens, as fotografias, mas a imagem passada na televisão é mais forte", justificou à agência Lusa o director do Jornal do Douro, Humberto Costa, considerando que a televisão digital é "um instrumento do futuro".


Humberto Costa está confiante no sucesso do projecto, até porque na região do Douro "não há grande vida nocturna e as pessoas ficam muito em casa, a ver televisão e na Internet".
"Há pessoas com formação média/alta que, certamente, gostarão de ver a actualidade da região em imagem", considerou.

Por outro lado, Humberto Costa espera que a televisão digital seja muito vista pelos emigrantes da região espalhados por países como a Suiça, a França, a Bélgica e o Luxemburgo, que assim poderão matar saudades e saber o que se passa de mais importante na sua terra natal.
"O emigrante de hoje é diferente. As novas gerações já apostam nas novas tecnologias", frisou, lembrando que, actualmente, é através da Internet que muitos deles comunicam com a família em Portugal.

A nova televisão, que tem como lema "A imagem da região demarcada", dará espaço a temas de política, cultura, saúde, desporto, noite e turismo, garantindo permanente actualização.
Pretende também ser um meio de promoção dos municípios e freguesias do Douro (da Região Demarcada e outros do Douro Sul) e das empresas e instituições que contribuam para o seu desenvolvimento.

Na rubrica "Eu...repórter" será dada a possibilidade às pessoas de enviarem "vídeos caseiros" - feitos com uma vulgar câmara de filmar ou mesmo com telemóvel - tornando-se assim "correspondentes" da sua terra.
"Queremos que as pessoas também contribuam, porque temos uma equipa reduzida e não podemos chegar a todo o lado", disse Humberto Costa, acrescentando que, se o assunto do vídeo enviado o justificar, poderá mesmo ser feita posteriormente"uma peça com cariz mais profissional".

Criado em 2000, o semanário Jornal do Douro conta com uma equipa de seis pessoas, sendo três jornalistas. Entre estes há um operador de câmara, que é também editor de imagem e fotógrafo.

Numa lógica de aproveitar ao máximo os recursos, quando uma equipa sai para algum trabalho, faz imagem para a televisão e fotografia para o jornal, contou o responsável.

Quando a televisão digital do Jornal do Douro ficar 'on-line', o que Humberto Costa estima poder acontecer ainda hoje, aparecerão no ecrã do computador de quem lhe aceda (através de www.jornaldodouro.tv) notícias sobre o comboio histórico do Douro e relacionadas com a actividade autárquica, como a inauguração de um pavilhão em Resende e de uma ponte em Tarouca.
Segundo Humberto Costa, a televisão digital ficará em emissão experimental até ao final do ano, arrancando "definitivamente e em velocidade de cruzeiro" no primeiro dia de 2008.

Além da edição semanal impressa, o Jornal do Douro passa também este mês a dispor de um site (www.jornaldodouro.eu), que vai disponibilizar informação regional diária e uma 'newsletter'. FONTE: Lusa

sexta-feira, novembro 30, 2007

ELEIÇÕES PSD - LAMEGO

O presidente da Mesa da Assembleia da concelhia de Lamego do PSD, Melchior Moreira convocou eleições extraordinárias, na sequência dos pedidos de renúncia apresentados por 11 dos 15 elementos que integram a Comissão Política de Secção, dirigida por Amândio da Fonseca.A convocação de eleições, em Dezembro, é uma das consequências das suspeitas de corrupção que pairam sobre dirigentes do Sporting Clube de Lamego, depois da detenção de dois árbitros e dois dirigentes desportivos na sequência de denúncias feitas pela Associação de Futebol de Viseu.

Os focos têm sido apontados a Amândio da Fonseca, que acumula as presidências do Sporting Clube de Lamego e da concelhia do PSD com a vice-presidência da Câmara de Lamego.Para além da queda da concelhia do PSD, o PS local pediu a “demissão de Amândio da Fonseca do cargo de vice-presidente do executivo camarário por não poder desresponsabilizar-se dos acontecimentos profusamente divulgados pelos órgãos de comunicação social e não ter sabido garantir o bom nome e honorabilidade de Lamego”, explica a presidente da concelhia socialista, Marisabel Moutela.


Em comunicado, o PS exortou ainda o presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, a vir a público “garantir aos lamecenses que o subsídio no montante de 50 mil euros, entregue dias antes ao Sporting Clube de Lamego, se não destinou ao pagamento de eventuais actos de corrupção”.

O mal estar instalou-se também no executivo camarário, depois da vereadora Teresa Santos, um dos elementos da concelhia do PSD demissionários, ter apresentado o pedido de renúncia, circulando informações de que o presidente do executivo camarário estaria a preparar-se para retirar os pelouros a Amândio da Fonseca.

O presidente da Câmara recusou falar com o Jornal do Centro, explicando que “não comenta questões partidárias”, mas nega “em absoluto a possibilidade de vir a retirar os pelouros” ao seu vice. Teresa Santos também recusa falar, afirmando que “alguém fará os comentários no momento próprio”. O líder demissionário e recandidato, em lista única, à distrital de Viseu do PSD, José Cesário, acompanha “com preocupação” os acontecimentos, mas recusa “interferir no debate que deve ser feito pelos militantes locais, a não ser que haja desrespeitado pelos estatutos”.

O terceiro mandato de Amândio da Fonseca, na concelhia local do PSD, que terminaria em Fevereiro de 2009, cessa um ano antes. Por limitação de mandatos, o ainda líder da concelhia não pode recandidatar-se.Apesar das tentativas, o Jornal do Centro não conseguiu falar com Amândio da Fonseca.FONTE: JORNAL DO CENTRO

quinta-feira, novembro 29, 2007

PROVEDOR DA SANTA CASA TEME FUTURO DA INSTITUIÇÃO

José Lopes, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lamego denuncia que há interferências politico-partidárias e religiosas neste processo eleitoral. Em final de mandato, recusa trazer para dentro da instituição questões políticas, pois na arte de bem-fazer, segundo o provedor, é necessário empenhamento e dedicação.
Como o Lamego Hoje fez referência, as próximas eleições para Provedor da Santa Casa de Lamego, a realizar no próximo dia 1 de Dezembro, estão envoltas em polémica. Por um lado, uma moção assinada por 52 Irmãos – que acabou por não ser discutida – pedia a manutenção do actual provedor, de modo a continuar os projectos idealizados.

O presidente da Mesa acabou por não permitir a discussão desse ponto, e desde logo dois nomes se perfilaram para o cargo: Alberto Vieira Gomes e Manuel Teixeira.Perante este cenário, José Lopes, chegou a ser acusado de estar agarrado ao poder. “Não tenho sede de poder ou de qualquer pretensão política como fui acusado”, reafirma José Lopes, que garante que “apenas avancei para uma possível continuidade, porque 52 Irmãos apresentaram uma moção para a minha permanência e é legalmente permitido”.

Alberto Vieira Gomes é um homem da confiança de José Lopes, que deposita nele, e nos restantes elementos da equipa, caso sejam eleitos, “total confiança no seu empenho, fé, dedicação e espírito de compromisso”. Nele deposita a esperança para a concretização de projectos, alguns deles bem encaminhados. “Receio que não avancem com estes projectos”, lamenta o Provedor que considera “não basta apresentar uma lista, mas também ideias que a corporizem, e ter tempo e dedicação para os levar a cabo. Tenho dúvidas que a tenham”, lastima.

José Lopes lamenta que “haja partidos que queiram, neste momento, colocar em locais como esta instituição os seus homens de mão”. Segundo este responsável, a Santa Casa de Lamego tornou-se um lugar “apetecível devido à boa saúde financeira, que ao longo de seis anos conquistou, e a projecção que atingiu com projectos, nomeadamente o Centro de Acolhimento Temporário, que, a par da requalificação do Lar de Arneirós, foi um dos projectos mais emblemáticos dos últimos anos”.Ao longo dos últimos seis anos, a Santa Casa da Misericórdia de Lamego investiu mais de 3 milhões e 400 mil euros em projectos, e na forja está o mesmo valor para novas valências.

Que futuro?Para o futuro, José Lopes acredita que passa pelo caminhar na estrada da modernização, sendo a via da Certificação de Qualidade de todas as valências, desde a primeira infância aos idosos, uma forma de preparar a instituição para a forte concorrência do sector privado. Formar e dotar a instituição de técnicos é uma maneira de dar uma resposta diferenciada aos mais de 260 utentes. “Posso dizer que, hoje, sinto-me gratificado em ver que os nossos utentes estão melhor servidos”, conclui.Sempre com base nos princípios das 14 obras de Misericórdia, José Lopes, deixa, entre outros, como herança o projecto da construção de um Lar de Idosos em Medelo, a renovação da ala antiga do Lar de Arneirós, a criação de um Centro de Apoio e Aconselhamento Parental e um Serviço de Voluntariado.FONTE: LAMEGO HOJE

PS- LAMEGO EXIGE ESCLARECIMENTO

A Comissão Política do PS de Lamego não gostou dos silêncios de Francisco Lopes a propósito do caso de alegada corrupção de árbitros realizada pelo clube presidido por Amândio da Fonseca, seu vice-presidente na autarquia e emitiu um comunicado, que publicamos, onde refere que solicitou ao Presidente da Assembleia Municipal a convocação de uma sessão extraordinária da Assembleia para que o assunto seja debatido e esclarecido.


“O Partido Socialista de Lamego, logo que tomou conhecimento das graves suspeitas de corrupção que actualmente recaem sobre dirigentes do Sporting Clube de Lamego, cujo responsável máximo Amândio da Fonseca é, simultaneamente, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lamego, reuniu a sua Comissão Política e deliberou, por unanimidade, proceder de acordo com o teor do comunicado que oportunamente distribuiu a toda a comunicação social. Nesse mesmo comunicado o Partido Socialista de Lamego pediu a demissão de Amândio da Fonseca do cargo de Vice-Presidente do executivo camarário por não poder desresponsabilizar-se dos acontecimentos profusamente divulgados pelos órgãos de comunicação social e não ter sabido garantir o bom nome e honorabilidade de Lamego.

Exigiu também que o senhor Presidente da Câmara Municipal de Lamego viesse garantir aos lamecenses, de imediato, que o subsídio no montante de 50.000 euros, entregue alguns dias antes ao Sporting Clube de Lamego, se não destinou ao pagamento de eventuais actos de corrupção, como os que se suspeita terem sido agora praticados.

Em face da resposta evasiva do senhor Presidente da Câmara Municipal de Lamego, a Comissão Politica do Partido Socialista, empenhada no cabal esclarecimento dos acontecimentos e de, conjuntamente com os Lamecenses, devolver a Lamego a moral e a ética que sempre nos nortearam, torna público que solicitou ao Presidente da Assembleia Municipal de Lamego a convocação de uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Lamego para que, em sede deste órgão municipal, este assunto seja debatido e totalmente aclarado, e onde se exigirá a garantia de que os nossos dinheiros públicos não são utilizados para fins ilícitos.”FONTE: LAMEGO HOJE"

segunda-feira, novembro 19, 2007

PS/VISEU: NOVO HOSPITAL ARRANCA EM 2009



O líder da Federação de Viseu do PS, José Junqueiro, garantiu hoje que as obras do novo hospital de Lamego vão arrancar em 2009, negando que haja atrasos em relação ao previsto.

Em conferência de imprensa, José Junqueiro afirmou que o estudo prévio do hospital foi enviado a semana passada à Câmara Municipal de Lamego e que o calendário tem sido cumprido.

Frisou que se trata de "um investimento avultado", cerca de 40 milhões de euros, que dotará as populações de cuidados de convalescença, cirurgia de ambulatório e consulta externa alargada, entre outros serviços.

Há duas semanas, o líder distrital do PSD, José Cesário, e o deputado do mesmo partido Almeida Henriques, tinham criticado "o eterno adiamento do Hospital de Lamego, que aparece com a ridícula dotação de 100 mil euros" no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para 2008 para o distrito.

Os social-democratas tinham também lamentado que, no que respeita à área da saúde, o PIDDAC se resuma "aos centros de saúde de Penalva do Castelo (160.942 euros) e Sátão (1.117.509 euros), obras que já vinham dos Governos do PSD e ao atraso do centro de saúde II em Viseu, que foi desmultiplicado em três Unidades de Saúde Familiar, com a modesta quantia de 200 mil euros".

José Junqueiro reagiu dizendo que, "do bolo geral, o PIDDAC só espelha 30 a 40 por cento" dos investimentos, referindo que, por exemplo, aparecem as verbas previstas para os centros de saúde, mas não as que serão gastas nas obras das extensões de saúde.

Satisfeito com os investimentos que o Governo do seu partido tem feito e pretende fazer no distrito de Viseu, o líder socialista frisou que, mais importante do que os números, é a "boa gestão, a contenção e a melhor qualidade" que diz existir.

Destacou o desempenho do hospital central de S. Teotónio, de Viseu, por a qualidade dos serviços prestados ter sido considerada "a quarta mais conseguida" a nível nacional.

"Se a esse facto juntarmos o saldo positivo das suas contas em 2006 (de mais de um milhão de euros) e também, no primeiro semestre de 2007, concluímos que é possível fazer uma boa gestão financeira e manter a qualidade dos cuidados realizados", considerou.

Neste âmbito, criticou "o aproveitamento oportunista" da oposição em relação a questões de saúde. FONTE: LUSA

sexta-feira, novembro 16, 2007

CORRUPÇÃO DESPORTIVA


Fernando Dias e José Cunha, da Associação de Futebol de Viseu, são os árbitros detidos ontem à noite por alegada corrupção desportiva.

Segundo disse à Lusa fonte conhecedora do processo, dois dirigentes detidos na mesma operação representam o Sport Clube de Lamego, primeiro classificado do campeonato da 1ª Divisão de Honra da AF Viseu, a principal competição de futebol no distrito.


Fernando Dias, natural de Silgueiros, Viseu, reside em Parada de Gonta, Tondela, localidade de onde é natural José Cunha, residente em São Miguel de Outeiro, no mesmo concelho.

Os dois dirigentes desportivos e os dois árbitros foram detidos pela PSP ontem à noite em flagrante delito quando se preparavam para transaccionar dinheiro, em Tondela e Castro Daire.

Transacção denunciada

A denúncia do alegado caso de corrupção que levou à detenção dos dirigentes e dos árbitros partiu de responsáveis pela arbitragem de Viseu, disse também fonte ligada ao processo.

A polícia tinha sido informada de que iria haver transacção de dinheiro e os agentes encontraram-nos “na altura em que os dirigentes desportivos passavam o dinheiro para os árbitros”, fora dos carros, próximo de Tondela e de Castro Daire, contou o comandante da PSP de Viseu.

O primeiro interrogatório judicial dos suspeitos estava marcado para hoje a manhã de hoje, nas comarcas de Tondela e Viseu. FONTE: PÚBLICO


Presidente do Sp. Lamego rejeita envolvimento do clube


O nome do Sporting Lamego está envolvido nas informações sobre a detenção de dois árbitros e dois dirigentes ligados à AF Viseu. O presidente do clube que lidera a Divisão de Honra da AF Viseu procura contactar os seus directores, mas rejeita que o clube possa estar envolvido no processo em que os envolvidos foram apanhados «em flagrante delito», segundo a polícia, a transaccionar dinheiro.

«Estou a tentar rapidamente saber alguma coisa para ver se está alguém do Sp. Lamego envolvido», contou Amândio Fonseca ao Maisfutebol: «Mas tenho a certeza de que não é matéria do Sp. Lamego. Os directores do clube têm outras actividades, pode tratar-se de assuntos que não têm nada a ver com o Sporting Lamego. Com seis deles já falei telefonicamente, o sétimo falei com a mulher e disse-me que não é, falta-me falar com três directores.»
Amândio Fonseca soube pela comunicação social que o nome do Sporting Lamego está envolvido no processo e diz-se convicto de que o clube não está envolvido num processo em que se fala de corrupção desportiva: «Não há de certeza absolutamente nada. O Sporting de Lamego não tem necessidade disso.» FONTE: MAISFUTEBOL

sexta-feira, novembro 09, 2007

ZONA INDUSTRIAL

A Câmara Municipal de Lamego está a construir a primeira zona industrial do concelho, um investimento de um milhão e meio de euros, que deverá começar a receber empresas no próximo ano.


O presidente da autarquia, Francisco Lopes, visitou hoje as obras, iniciadas em Outubro, e admitiu aos jornalistas que estão a ser feitas com cerca de 20 anos de atraso.

"É um projecto que vem tardiamente e numa altura de grandes restrições económicas", lamentou, sublinhando que Lamego terá de concorrer "com os concelhos à volta que têm zonas industriais vazias".

O autarca contou que esta zona industrial é uma aspiração antiga, que "está inscrita desde 2001 no Plano de Actividades da Câmara", mas em relação à qual entende que "nunca houve vontade de olhar com olhos de ver", até porque obrigou a um complicado processo de loteamento, dado incluir 10 hectares pertencentes a três freguesias (Várzea de Abrunhais, Britiande e Cepões).

A futura zona industrial, que está a nascer junto a um loteamento privado onde já estão instaladas sete empresas, terá 25 lotes totalmente infra-estruturados, sendo os primeiros 19 vendidos em hasta pública no próximo dia 19.
Os lotes têm entre dois mil e dez mil metros quadrados. O preço base por metro quadrado será entre os 19 e os 24,20 euros, tendo apenas como objectivo "recuperar os custos em que a Câmara incorreu", explicou Francisco Lopes.

Serão colocadas duas condicionantes: as empresas a instalar não podem ser poluentes e, para evitar a especulação imobiliária abusiva, o licenciamento das unidades tem que acontecer no prazo de um ano, ou então "a câmara retoma o lote e devolve o dinheiro ao comprador".

O autarca disse aguardar a instalação de pequenas e médias empresas na zona industrial e contou que existe "um conjunto de intenções de aquisição", de empresas de fora e dentro do concelho, que, no entanto, não sabe se entretanto encontraram outras soluções.
Francisco Lopes afirmou estar "razoavelmente optimista" com o sucesso da zona industrial, até porque "cada vez mais o local de localização de uma empresa é relevante" e esta ficará mesmo ao lado do futuro IC26, que ligará Lamego a Trancoso.

A autarquia promete também avançar em breve com a beneficiação da Estrada Municipal 254, no troço que liga a Estrada Nacional 226, em Britiande, à futura zona industrial.

O autarca considera que muitas das empresas que actualmente estão espalhadas pelo concelho, "em locais sem condições para as suas actividades", podem deslocalizar-se para a nova zona industrial.
O concelho de Lamego tem cerca de 500 empresas, das quais "quase 200 apresentam 150 mil euros de lucro por ano", acrescentou. FONTE: Lusa

sábado, novembro 03, 2007

LAMEGO NO MAPA

A Câmara Municipal de Lamego constatou que praticamente não existia sinalização indicativa da cidade na A24, comunicou o facto à empresa proprietária e a EP – Estradas de Portugal decidiu reforçar a informação sobre Lamego no principal eixo rodoviário que atravessa os distritos de Viseu e Vila Real.


Segundo o gabinete de comunicação da Câmara de Lamego, a EP já comunicou a decisão à concessionária Norscut para implementar as alterações. No sentido sul/norte da A24, será reforçada a indicação do destino Lamego nos painéis do sistema informativo existente a sul da cidade, enquanto que, no sentido norte/sul, surgirá uma nova indicação de Lamego no Peso da Régua.

A nova sinalização indicativa de Lamego potenciará, segundo a câmara municipal, os “fluxos turísticos em direcção à cidade”, pondo fim a uma lacuna que persistia desde a construção do primeiro troço da A24”.

As várias placas existentes no traçado indicam destinos como S. Pedro do Sul, Castro Daire, Vila Real e Bragança, sendo praticamente omisso em relação a Lamego. FONTE: JORNAL DO CENTRO

sexta-feira, outubro 26, 2007

TEATRO - CONCURSO DA DISCÓRDIA

O concurso público para os lugares de director e de assistente de direcção e produção do Teatro Ribeiro Conceição, de Lamego, está a ser contestado por vários candidatos, que acusam a autarquia de irregularidades.



O edifício setecentista está a ser recuperado pela autarquia, que espera poder abri-lo ao público no primeiro trimestre do próximo ano e torná-lo num importante pólo cultural da região do Douro.

Entretanto, a empresa municipal Lamego Convida abriu o concurso e um júri constituído por um arquitecto e um economista avaliou os currículos dos candidatos, entrevistou-os e divulgou recentemente o relatório preliminar, onde aparece o nome do produtor cultural Eduardo Costa como o melhor classificado para director e do músico Raul Pinto para assistente de direcção.

Aproveitando o prazo de dez dias dado aos candidatos para contestar, Rui Bruno Quintela Claro da Fonseca (sétimo classificado para director) enviou segunda-feira à Lamego Convida a sua reclamação, admitindo que poderá mesmo avançar com um processo para tribunal se não ficar satisfeito com a resposta.

Rui Quintela disse à Agência Lusa que o concurso começou a revelar irregularidades logo desde o seu aviso de abertura, uma vez que "não exigia absolutamente nada (critérios de admissão)" aos candidatos.

Contou que, no relatório preliminar, era justificado que "a ausência da exigência de qualquer formação específica foi devida ao facto de esta poder constituir um efeito restritivo", mas lembrou que, habitualmente, os concursos se dirigem "apenas aos candidatos com perfil adequado".

Apesar disso, "das trinta e oito candidaturas apresentadas, duas desistiram e dezoito não reuniram os requisitos mínimos considerados necessários ao exercício das funções", lamentou Rui Quintela, que é licenciado em Português/Inglês, tem uma pós-graduação em produção e gestão de espectáculos e experiência na área do teatro.

Por outro lado, considera que o júri de selecção é "desprovido de sensibilidade particular no campo cultural e não possui as capacidades e/ou conhecimentos técnicos minimamente exigíveis para o desempenho sério de tal função", acusando-o de recorrer à subjectividade no processo de avaliação.

Rui Quintela criticou ainda que, nas sinopses dos currículos, se omitam "dados relevantes" - no seu caso, por exemplo, até os dois apelidos que permitem a sua identificação pelo "nome de guerra" - enquanto noutros foram "exaltados" ou "adaptados" alguns dados.

Considera que foi alvo de uma "tentativa de vulgarização" e que a existência de expressões como "assinalável", "óptimo", "excepcional" e "excelente" na avaliação de alguns candidatos prova que "todo o processo foi viciado", pondo em causa os princípios pelos quais se devem reger os concursos públicos.

Também David Carvalho (quarto classificado para director) acha que o concurso foi feito revelando amadorismo, ferindo princípios fundamentais do Código do Procedimento Administrativo e, assim sendo, está a preparar a sua reclamação.

Do seu currículo, sobressai o Curso de Formação de Actores da Escola Superior de Teatro, uma pós-graduação na Sorbonne (Paris) e o facto de ser, desde 1986, presidente da direcção e director artístico da companhia profissional de âmbito regional Filandorra - Teatro do Nordeste (Vila Real).

David Carvalho disse à Lusa que, em breve, tomará uma posição mais aprofundada sobre o assunto e também admite que poderá recorrer para tribunal.

Para já, realçou o facto de o concurso ferir os princípios da justiça, da imparcialidade e da boa fé previstos na legislação e de, na síntese avaliativa que lhe foi feita, estar escrito que tem um "horário pulverizado e disperso em múltiplas actividades, com indisponibilidade para o exercício de funções a tempo inteiro".

"Eu nunca disse isso. E na minha vontade mando eu. Claro que, tomando posse num lugar, deixo o outro", sublinhou.

O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, disse à Lusa que não falará das reclamações enquanto não forem apreciadas pelo júri e que não conhece em pormenor os currículos e o resultado das entrevistas.

"Mas, à partida, não me parece que haja qualquer erro de avaliação", avançou, acrescentando que foi tido em conta "o currículo, a experiência e o perfil mais adequado para o lugar".

Afirmou ainda que "a licenciatura é absolutamente irrelevante" para o exercício do cargo de director e que se pretende que este seja "um gestor e não um director artístico", não vendo, por isso, problema na formação profissional dos elementos do júri.

"Podíamos simplesmente ter nomeado uma pessoa, mas quisemos fazer um processo aberto, ver outros currículos além das pessoas que nos tinham sido indicadas", frisou, lamentando que se seja "preso por ter cão e preso por não ter".

O Teatro Ribeiro Conceição fechou as portas em 1987. As obras de recuperação do edifício, que já apresentava sinais de degradação, estão orçadas em 4,4 milhões de euros e visam colmatar a falta de equipamentos culturais em Lamego. FONTE: Lusa

terça-feira, outubro 23, 2007

RAID AVENTURA RANGER

Lamego acolheu com êxito a primeira edição do RAID AVENTURA RANGER, a 21 de Outubro último, uma corrida de aventura, integrada nas Comemorações do Dia do Exército, organizada em conjunto pelo Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), Câmara Municipal de Lamego e Lamego ConVida.



A formação “Os Viriatos” conquistou a primeira posição da classificação geral por equipas masculinas, enquanto que os “Incógnitos” levaram a melhor na disputa que envolveu equipas mistas.

Esta competição desportiva, fácil, motivadora e interactiva, exigiu muita entrega e sacrifício por parte de todos os atletas que cumpriram com sucesso o calendário completo da prova.

Os participantes do Raid Aventura Ranger utilizaram, ao longo de quatro etapas, a caminhada/ corrida e a bicicleta todo-o-terreno como meios de progressão. A orientação foi a disciplina desportiva base do evento, com recurso a diversos mapas de fácil leitura e interpretação.

A par da orientação, foram desenvolvidas muitas outras actividades, nomeadamente o tiro com arco, jogos tradicionais e transposição de obstáculos (rappel, slide, entre outros). Algumas destas provas foram de carácter facultativo e permitiram às equipas obter bonificações.
FONTE: CML site oficial

sexta-feira, outubro 12, 2007

TEATRO REABRE NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2008

Após um investimento que ultrapassou os cinco milhões de euros, o Teatro Ribeiro da Conceição, em Lamego, deverá reabrir ao público no primeiro trimestre de 2008. A data é avançada pelo presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, que tem em curso o processo de selecção da equipa que irá gerir o renovado espaço cultural.


O nome do director do Teatro Ribeiro da Conceição já está escolhido, mas o autarca escusa-se a revelar limitando-se a dizer que “não é ainda uma figura pública”.
Francisco Lopes adianta ao Jornal do Centro que o “planeamento de exploração do teatro para os próximos cinco anos já está feito” e será co-financiado pelo Programa Operacional da Cultura, entidade que também co-financiou as obras de recuperação e apetrechamento do edifício, adjudicadas por 4.405.286,06 euros, mais IVA. Valor que sofreu uma derrapagem na ordem dos 20 por cento, devido a “contingências estruturais do edifício” que obrigaram à execução de trabalhos a mais, nomeadamente à construção de mais um piso por baixo da plateia para a realização de ensaios.
Quanto à programação do teatro, o autarca diz que irá inspirar-se em experiências bem sucedidas, como o Teatro Viriato, em Viseu, e o Teatro de Vila Real, insistindo na ideia de que terá que ser “ecléctica” de forma a “servir vários públicos”.
No tocante às receitas, Francisco Lopes admite que as “expectativas não são muitos positivas” como demonstram os elevados custos de produção, exemplificando com o Teatro de S. Carlos que tem um custo de espectáculo por pessoa de 150 euros.
A autarquia está, contudo, na disposição de gastar “centenas de milhar de euros por anos” para colocar o nome de Lamego no circuito cultural nacional, argumentando que o Teatro Ribeiro da Conceição é “importante, não só para Lamego, mas também para os concelhos vizinhos”. FONTE: JORNAL DO CENTRO

sexta-feira, outubro 05, 2007

DISPENSÁRIO PARA DEPENDENTES


O edifício que albergou durante muitos anos a extensão de Lamego do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Distrital de Viseu, popularmente conhecido como “Dispensário de Lamego”, vai tornar-se em breve um centro de prestação de cuidados de saúde para pessoas com dependência (toxicodependência, alcoolismo, tabagismo e outros), após a conclusão das obras em curso neste imóvel.

A necessidade de reabertura destas instalações deve-se à urgência de proporcionar uma maior capacidade de resposta ao problema sensível da toxicodependência na região do Douro Sul, uma vez que uma parte significativa dos utentes do CAT de Viseu pertence a esta região.
No âmbito do protocolo de criação deste novo serviço, cabe à Câmara Municipal de Lamego a tarefa de renovar e modernizar este edifício, situado na Rua das Acácias, e providenciar o necessário apetrechamento.

Para a autarquia, assiste-se nos últimos anos à acentuada degradação das condições de acompanhamento, encaminhamento e reinserção de pessoas com dependência neste concelho, o que tem originado um aumento exponencial dos riscos para a saúde pública, situação que é necessário por cobro rapidamente.

Após a sua entrada em funcionamento, o novo serviço prestará, sempre que necessário, cuidados médicos e de enfermagem enquadrados no programa de cuidados ao doente, dispondo de técnicos credenciados de apoio médico, enfermagem, apoio social e psicológico, que funcionarão durante dois períodos por semana.

A criação do novo centro de cuidados de saúde resulta de um protocolo de cooperação a celebrar entre o Município de Lamego, a Sub-região de Saúde de Viseu e o Instituto da Droga e Toxicodependência. FONTE: C.M.L site oficial