quinta-feira, abril 05, 2007

ALDEIA SOCIAL

“Promover melhor qualidade de vida intergeracional” é o objectivo da Santa Casa de Misericórdia de Lamego, ao construir, nesta cidade, a “Aldeia Social” que será localizada no lugar de Medelo.
Trata-se de um empreendimento que comporta várias unidades sociais. Algumas a construír, nomeadamente um Lar Residencial para Idosos, o qual terá uma piscina, um auditório, salas de sauna e um pavilhão polidesportivo.
Tudo isto, depois de concluído, irá juntar-se a outras estruturas sociais, já existentes, como são um Jardim-de-Infância, Creche e Lar de Acolhimento de crianças. Também na mata de quatro hectares, adjacente ao futuro Lar /Residencial de Idosos, serão implantados percursos pedonais.
O Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Lamego, José Lopes, vê vantagens na implementação deste projecto: “Penso que o enquadramento do próprio edifício, no local, é extremamente benéfico. O Lar não fica isolado da população, convive com os mais jovens, dentro do mesmo perímetro, ou seja, uma mais-valia, em termos de interacções geracionais. Estamos convictos de que será um equipamento de que as pessoas vão gostar e a Santa Casa vai ficar muito orgulhosa de poder dar, à cidade, este equipamento. Noto que não há na cidade nem na região um equipamento como este” – acrescentou.
A instituição para a construção desta unidade residencial apresentou uma candidatura, em Fevereiro, ao Programa PARES, do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social. “Acreditamos que iremos ser seleccionados” – sublinhou José Lopes.
O novo Lar/ Residencial está orçado em um milhão e seiscentos mil euros e será destinado a quarenta utentes. Possuirá algumas “suites” e quartos duplos. Outra obra candidatada, mas à CCDRN-Norte, foi o Polidesportivo, no montante de trinta e cinco mil euros. Como espera José Lopes, “se tudo correr bem, ambas as obras irão começar até ao final do ano”.
FONTE: VOZ DE TRÁS-OS-MONTES

terça-feira, abril 03, 2007

LAMEGO E (DES)EMPREGO

Atendendo ao apelo aqui publicamos um excelente comentário, infelizmente anónimo, que pretende chamar a atenção para um dos maiores flagelos da nossa cidade e região - o emprego e a falta dele:
Anónimo said...
Ex.mos Senhores do Lamego em Foco:

Um tema a que gostaria de ver dado relevo neste blog e se possível com alguma persistência, dado tratar-se de um problema que é real, preocupa todos e a todos diz respeito, é a questão do desemprego no concelho de Lamego. Mais do que ser abordado neste blog, é um assunto ao qual gostaria de ver os senhores autarcas dar a importância que merece.

Não basta dizer que se faz um pavilhão ou uma piscina, que se recupera o teatro ou as estradas em Lamego, se ao essêncial não se dá a devida importância. O desemprego tem assolado a região de Lamego com um crescimento exponencial.

Apesar de ser uma realidade de que não é dada notícia, ou por falta de dados oficiais (o que revela um grande desinteresse por parte das autoridades competentes) ou porque quem que encontra na situação de desemprego não o associa directamente com a falta de empenhamento por parte dos orgãos autárquicos, a verdade é que o aumento do desemprego na nossa região (Lamego) é cada vez mais elevado.

Há que perceber que a a criação de postos de trabalho na nossa região depende essencialmente do empenho e do investimento da nossa autarquia nesse sentido.

Se vivemos numa região onde o turismo é uma mais valia e para onde devemos canalizar parte do investimnento a realizar, a verdade é que ao fazê-lo sem que se invista também na industralização da nossa região bem podemos dizer que o investimento no turismo apenas beneficiam os turistas porque dele usufruem e alguns comerciantes (poucos).

Há que investir na industralização da nossa região (não só na hotelaria) criando as condições e dando os incentivos necessários para tal e exigindo aos beneficiários desses incentivos a criação de postos de trabalho, para que Lamego não venha a ser apenas uma região da qual só pode usufruir quem por cá passa, porque quem cá vive não tem possibilidades económicas e financeiras para manter um nível de vida digno por não ter um salário que o permita.

Pretendo apenas, neste momento, chamar à atenção de um problema que pode trazer consequências graves para Lamego, nomeadamente a sua desertificação. É bem visível que a população de Lamego é uma população envelhecida e que cada vez mais os filhos de Lamego se vêem forçados a abandonar a sua cidade natal sem qualquer expectativa de regresso pela falta de oportunidades de emprego.

Lançar o problema para a discussão é já um começo. Os eleitos locais que tratem de tomar a sério esta questão e demonstrar que respeitam os lamecenses!
6:59 AM, Abril 02, 2007

terça-feira, março 27, 2007

DIA MUNDIAL TEATRO - LAMEGO

Lamego foi a cidade escolhida pela Filandorra - Teatro do Nordeste para "palco" das Comemorações do Dia Mundial do Teatro.

O "velhinho" Teatro Circo Ribeiro Conceição, em fase final de reconstrução, observou de perto a performance "Aplauso ao Teatro", que juntou no átrio da Sé de Lamego centenas de crianças dos Jardins de Infância e ATL's de todo o concelho.

Fotos Nany Cabral

Num palco improvisado, os actores da Filandorra apoiados por alguns alunos do Pólo de Lamego da Escola Superior de Educação contaram/ensinaram às crianças a história do Teatro Ribeiro Conceição, em três momentos cénicos: Quando e como nasceu? A vivência do Teatro pelos pais e avós dos meninos! O Futuro do Teatro? A Companhia pretendeu mostrar, a partir de um acto lúdico e pedagógico associado à linguagem teatral, que todos os Teatros, enquanto edifícios, têm uma história, e que o teatro se faz de pessoas para as pessoas, citando David Carvalho. E é isso que devemos fazer com os mais pequenos, porque de pequenino se constrói um destino ligado às artes em geral, e ao teatro em particular, reforçou o Director Artístico da Filandorra.

Recorde-se que o Teatro Ribeiro Conceição é uma "reprise" do Scala de Milão, único no país, que integra a Rede Nacional de Teatros e que, até final do ano, reabrirá as portas ao público, após conclusão das obras de reconstrução, e muitos anos depois de ter estado fechado ao público lamecense.

A iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal de Lamego e "Lamego Convida".

sexta-feira, março 23, 2007

AQUAPURA DOURO VALLEY

O hotel de luxo “Aquapura Douro Valley“ vai abrir as portas, no início do próximo mês de Maio.
Situado na freguesia de Samodães - Lamego, este hotel vai disponibilizar uma série de serviços que, até agora, não existiam, no Douro.
Esta unidade hoteleira de cinco estrelas resultou da reconstrução e renovação daquilo que foi o imóvel da Quinta de Valle Abraão, propriedade histórica e cultural associada à produção dos famosos vinhos da região agora recuperada e transformada num hotel que oferece 41 quartos e 9 suites com diferentes tipologias e vistas, incluindo uma Suite Presidencial. Encontram-se ainda disponíveis 14 villas com piscina e terraço privado viradas ao rio em estilo moderno e outras 7 entre as vinhas num estilo mais tradicional. Variados jardins e uma surpreendente mata rodeiam a propriedade.


As áreas públicas do hotel, espaçosas e confortáveis, transmitem luxo e relaxamento por toda a propriedade ao mesmo tempo que retiram a noção de tempo e espaço. Num ambiente que revela a fusão entre a filosofia asiática e a cultura europeia, nasce um spa de referência internacional. Várias experiências foram criadas neste espaço de 2200m² desde um laconium ou uma sauna panorâmica até 10 salas de tratamento com luz natural e uso de produtos especialmente concebidos por marcas de prestígio internacional – Karin Herzog e Ytsara.

Ao nível gastronómico e segundo a empresa, o uso de ingredientes locais, com um toque de cozinha internacional, cria experiências gustativas que a “Aquapura” considera como verdadeiras “jornadas de sentidos”.A unidade hoteleira possui, ainda, dois bares, uma piscina exterior aquecida, um campo de ténis e uma mata de 5 hectares classificada, onde existem mais de cem espécies arbóreas.
De acordo com os preçários postos à disposição de algumas agências de turismo, uma só noite, no “Aquapura”, pode custar desde 210€ a 290€ em quarto duplo, 350€ a 1150€ em suite e 510€ a 1550€ para as Villas.
Faça já sua reserva (por exemplo) aqui

quinta-feira, março 22, 2007

DIOCESE EM DESERTIFICAÇÃO

A diocese de Lamego está "muito marcada pela desertificação humana" - confessou à Agência ECCLESIA D. Jacinto Botelho, bispo de Lamego.
Como a população está a "diminuir drasticamente" é fundamental "ter uma atenção especial com as pessoas mais idosas". E lamenta: "Há paróquias que não têm escolas porque não existem crianças. É uma pirâmide completamente invertida".

Para estancar esta sangria é "necessário criar condições de vida às pessoas" - apelou D. Jacinto Botelho. Como não encontram futuro naquelas localidades "partem para outros sítios na busca de melhores condições de vida". As próprias políticas "não estão a ajudar nesse aspecto".

O Rio Douro é uma das fronteiras da diocese. Ainda no rescaldo das celebrações dos 250 anos da região demarcada do Douro, D. Jacinto Botelho alerta para as "dificuldades dos vitivinicultores". E conclui: "Esperamos que haja uma maior justiça para com estes homens".

Fazem parte da diocese de Lamego 223 paróquias dos concelhos de Armamar, Castro Daire, Cinfães, Lamego, Mêda, Moimenta da Beira, Penedono, Resende, S. João da Pesqueira, Sernacelhe, Tabuaço, Tarouca, Vila Nova de Foz Côa e Vila Nova de Paiva.

sexta-feira, março 16, 2007

REGIÃO DE TURISMO DOURO SUL TEM NOVO PRESIDENTE

O deputado Melchior Moreira foi eleito presidente da direcção da Região de Turismo Douro Sul, tendo anunciado já pretender "rentabilizar o Douro, que é património mundial", estatuto que entende dever ser melhor potenciado.
Melchior Moreira afirmou que "é preciso apostar na promoção clara de produtos de excelência, como a gastronomia e vinho e paisagem natural".
Melchior Moreira, foi eleito, presidente da direcção da Região de Turismo Douro Sul, com sede em Lamego, recolhendo 12 dos 23 votos.

O novo presidente da direcção da Região de Turismo Douro Sul explicou que foi eleito para o cargo por quatro anos, no entanto, considera estar "um pouco dependente do que o Governo vai fazer em relação às novas agências de desenvolvimento turístico".

"Vamos ficar à espera da decisão do Governo, que tem em cima da mesa duas propostas: a da criação da Grande Região de Turismo - NUT II - ou a fusão das quatro regiões de turismo existentes (Nordeste Transmontano, Douro Sul, Alto Tâmega e Serra do Marão)".

Melchior Moreira frisou que lhe "interessa mais a criação da Grande Região de Turismo, tanto em termos de marcas, força, como em massa crítica". "Em termos competitivos e mesmo a nível internacional, é a opção que mais nos agrada".

Pertencem à Região de Turismo Douro Sul os concelhos de Armamar, Cinfães, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, Resende, S. João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca e engloba também o concelho da Mêda, do distrito da Guarda. FONTE: Opção Turismo

quarta-feira, março 14, 2007

HOSPITAL DE PROXIMIDADE DE LAMEGO

O Ministro da Saúde, Dr. António Correia de Campos, através de despacho de 2 de Março de 2007, adjudicou o projecto do futuro Hospital de Proximidade de Lamego à firma “ARIPA – Ilído Pelicano Arquitectos, Lda”, de acordo com as condições e especificações previstas no caderno de encargos. Recorde-se que o anúncio do concurso público para a contratação da prestação deste serviço foi publicado a 29 de Junho de 2006.

A nova unidade de saúde de Lamego, o primeiro edifício hospitalar de proximidade a ser criado em todo o país, privilegiará a componente de ambulatório e vai albergar também serviços de urgência, consulta externa, hospital de dia, fisioterapia, imagiologia, cirurgia de ambulatório e laboratórios, para alem de todos os serviços gerais de apoio e administrativos. Em simultâneo, o Ministério da Saúde, dono da obra, no que se refere a internamento prevê a instalação de uma unidade de cuidados continuados com 30 camas que servirá os utentes da região do Douro Sul.

A concepção do projecto do futuro Hospital de Proximidade de Lamego teve como base a sua articulação no terreno e acessibilidades existentes na zona envolvente, em particular a A24, privilegiando as orientações Sul e Nascente. Em toda a concepção, houve a preocupação de dotar cada espaço de trabalho com luz natural e o respeito pelas adjacências programáticas fundamentais entre os diversos serviços.

O novo Hospital de Lamego terá uma área bruta de 18.000,00 m2, para a qual a equipa de projectistas da firma “ARIPA – Ilído Pelicano Arquitectos, Lda” procurou uma linguagem contemporânea que tivesse em consideração o lugar e as outras pré-existências.
O custo total do investimento previsto para a construção desta infra-estrutura, que integrará o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes, ascenderá a 35 milhões de euros.
O custo do projecto é de 1,8 milhões de euros, devendo estar concluído em Março de 2008. No mesmo ano, está previsto o arranque da empreitada e início da obra. FONTES: CML site oficial/aripa.pt

domingo, março 11, 2007

GRÁVIDA SOVADA EM LAMEGO

As lembranças da noite de terça-feira ainda assaltam o pensamento de C. Oliveira, uma jovem de 22 anos, grávida de 6 meses, que nesse dia foi brutalmente sovada por dois homens encapuzados, na sua residência, em Lamego. Foram também agredidos um rapaz e uma amiga.

“Temi perder o meu bebé”, conta, ainda assustada, quando se lembra da brutalidade aplicada pelos homens que invadiram o apartamento. “Apesar de ter feito exames, receio que algo possa estar mal com a criança, porque os murros foram muito fortes”.
“Supliquei várias vezes que não me batessem, pelo menos na barriga, por causa do bebé, mas nem assim me largaram”, lamenta a jovem, que ainda contou com o apoio do amigo, nestes momentos de pânico. No entanto, o jovem acabou também por ser agredido. A jovem não sabe explicar as razões da agressão.
O caso deu-se terça à noite, cerca das 20h30, quando os dois desconhecidos aproveitaram a porta entreaberta do apartamento e desligaram o quadro da electricidade. Na altura três pessoas encontravam-se na casa, a proprietária, de 22 anos, a mulher grávida e um amigo.
“Estava nos preparativos do jantar, quando senti que a luz foi abaixo, e ouvi os gritos do meu amigo, que foi o primeiro a ser agredido”, conta C. Oliveira, a grávida sovada, que se tornou o segundo alvo dos dois homens. A outra jovem, ao aperceber-se da pancadaria, procurou refúgio noutra zona da casa.
Apesar das súplicas do amigo, os dois agressores, que segundo a jovem eram “corpulentos e altos”, continuaram a pontapear e a esmurrar a jovem, com especial incidência na zona da barriga. “Protegi com toda a força a barriga, com os braços, de modo a evitar consequências maiores para o meu bebé”, conta a jovem, que confessa “jamais esquecer os minutos de pânico vividos naquela noite”.
“Quando souberam que estava grávida, ainda bateram com mais força”, confessa.Depois de várias tentativas frustradas em contactar o 112, a dona da casa acabou por ligar aos pais, que a levaram ao hospital.
Já foi apresentada queixa na Polícia de Segurança Pública de Lamego e o caso será investigado pela Polícia Judiciária. FONTE: CORREIO DA MANHÃ

sexta-feira, março 09, 2007

ATERRO DA DISCÓRDIA

Em 1999, duas freguesias de Lamego, escondidas nas encostas da serra de Montemuro, entraram no mapa dos protestos. Lazarim e Bigorne ocuparam a linha da frente num duro combate contra a instalação do aterro sanitário do Douro Sul.
O povo não estava contra o aterro, mas contra a localização prevista no projecto inicial. As populações alegavam que a obra iria contaminar as nascentes de água.

Todos os dias, durante muitos dias, homens e mulheres, velhos e novos, ocuparam os terrenos barrando a entrada das máquinas. Às questões ambientais juntaram-se outros argumentos. Foram invocadas irregularidades nos processos de expropriações. Em causa estavam terrenos privados e baldios das duas freguesias.

De pouco serviu tamanha contestação perante a tamanha força da autoridade. Dezenas de militares da GNR, cavalos e cães invadiram o protesto. As imagens do povo empurrado, ferido e derrotado correram o país.
O protesto espalhou-se pelo norte do país em várias manifestações contra a política ambiental do governo de então. Sócrates, o então ministro do Ambiente, garantia que o executivo não cedia ao argumento “não no meu quintal”.
E não cedeu… O aterro foi inaugurado em Janeiro de 2002. Veio pôr fim a 16 lixeiras a céu aberto. Hoje recebe lixos de 10 municípios.
O povo vive conformado, mas não se sente derrotado… Entretanto… muita coisa mudou.
Veja o que mudou em "Perdidos e Achados", sábado no Jornal da Noite da SIC.

terça-feira, março 06, 2007

PSP CONTINUA EM LAMEGO

A garantia foi dada pelo Ministro da Administração Interna, António Costa, ao autarca de Lamego momentos antes da apresentação da restruturação das forças de segurança.
Francisco Lopes presidente da Câmara de Lamego mostra-se satisfeito pelo facto do Governo não ter decidido com base nos “critérios aritméticos” tendo como fundamento as necessidades concretas que a população necessita.

O edil de Lamego manifestou ao Ministro da Administração Interna agrado por esta medida, mas deixou um repto ao Governo, para que futuras decisões que passem pela manutenção de serviços em zonas do interior tenham sempre em atenção a realidade da População, criticando a fórmula encontrada e aplicada no caso das maternidades e urgências.
O Ministro Alberto Costa garantiu a manutenção de esquadras da PSP que estavam referenciadas com o possível encerramento, entre elas a de Lamego e de Chaves, um anúncio feito antes da apresentação do novo modelo de segurança interna, uma restruturação que passa pela entrada de cerca de 6 mil civis para as forças de segurança para efectuarem serviço administrativo libertando assim os agentes para o patrulhamento. FONTE: ESPIGUEIRO

terça-feira, fevereiro 27, 2007

O APELO DE FRANCISCO LOPES

Embora a Secretária de Estado da Saúde garanta que «Se os senhores autarcas mostrarem disponibilidade para trabalhar connosco, sem pressão, nomeadamente aquela que vem de manifestações de rua, nós estamos disponíveis para os receber e para com eles trabalhar» a verdade é que o presidente da Câmara de Lamego se queixa de não conseguir falar com Correia de Campos. Francisco Lopes ao Fórum TSF disse que há assuntos pendentes que quer ver resolvidos.

«O Sr. Ministro está em falta com a Câmara de Lamego em dois assuntos: em relação às urgências e em relação à adjudicação do projecto do novo hospital de Lamego. E apesar das nossas múltiplas insistências, via fax e telefone, com a Chefe de Gabinete do Sr. Ministro da Saúde e com o Sr. Presidente da ARS não temos conseguido qualquer tipo de resposta ou contacto relativamente a este processo.

Portanto aproveito, se me permitirem, para via TSF, apelar ao Sr. Ministro da Saúde:
Sr. Ministro por favor responda aos nossos contactos. Estamos ansiosos por uma resposta às questões que oportunamente colocámos».

domingo, fevereiro 25, 2007

CÂMARA APOIA CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL DE ALMACAVE

A execução das obras de reconstrução e ampliação do Centro Social e Paroquial de Almacave, neste momento em curso na cidade de Lamego, contam com o apoio financeiro no valor de 124.699,47 euros, concedido pela Câmara Municipal de Lamego.
A conclusão da transferência deste montante foi concretizada através da assinatura de um protocolo celebrado entre a autarquia e a Fábrica da Igreja Paroquial da freguesia de Almacave, em Janeiro último.
Tendo reconhecido o “notório interesse municipal” do novo Centro Social e Paroquial de Almacave, cujas instalações poderão ser utilizadas para fins sociais, culturais, lúdicos e recreativos de entidades, públicas e privadas, que prossigam fins de interesse público, a autarquia decidiu apoiar a execução dos trabalhos de remodelação e ampliação do imóvel.

Após a conclusão das obras em curso, o Centro Social e Paroquial de Almacave, situado no Largo do Ribeiro, será uma infra-estrutura moderna e polivalente, oferecendo aos seus utilizadores várias salas, onde, por exemplo, dezenas de crianças poderão ter, em simultâneo, aulas de catequese, e um auditório devidamente equipado e de óptimas condições acústicas. FONTE CML site oficial

sábado, fevereiro 17, 2007

LAURENTINO CHOCADO

Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e Desporto, veio a Lamego e em entrevista à "Lamego em revista" diz-se chocado com o que viu no Complexo Desportivo de Lamego. Deixamos aqui as "gordas" de uma entrevista que põe o dedo na ferida no pouco que se tem feito pela juventude e desporto na Cidade de Lamego. Um novo ciclo parece iniciar-se com diversos investimentos "arrojados mas absolutamente necessários".
COMPLEXO DESPORTIVO DE LAMEGO
"O regresso ao Complexo Desportivo significou para mim um choque profundo. Eu tinha consciência que, não só em Lamego como em muitos outros sítios, o Estado se esqueceu do seu património. Gastou ao longo destes anos, fruto da integração europeia, milhões de euros a promover e a comparticipar obras, beneficiações, complexos desportivos, pavilhões, piscinas, campos, estádios nos mais diversos locais, para os mais diversos titulares, clubes, associações, câmaras municipais, mas esqueceu-se do seu próprio património."

"20 anos depois voltei ao Complexo Desportivo de Lamego e encontrei as mesmas coisas"..."As condições de alojamento são as mesmas de há 20 anos. Durante este período o país progrediu e as exigências de qualidade das pessoas evoluíram muito. Actualmente ninguém, enquanto associação, clube ou selecção de qualquer modalidade, procura ficar alojado nas condições que oferece o Centro de Estágio de Lamego. Portanto, aquelas instalações para Centro de Estágio, como estão não servem. Qualquer hotel de menor qualidade é bem melhor."

"Por outro lado é um desperdício imenso o facto de a própria população da cidade e região não usufruir de um espaço desportivo com as condições fantásticas que ali existem. Está situado num local aprazível com uitas zonas verdes; existem campos que podem e devem ser remodelados para a prática desportiva; tem um pavilhão que já não está em bom estado."

"...como disse na sessão solene na Câmara de Lamego, eu não voltaria à cidade nesta função, que não fosse para iniciar um processo profundo de remodelação no sentido de encontrar as soluções para o Centro de Estágio. Devo dizer que já iniciamos esse processo."

"Recordo que já temos no Orçamento de Estado o enquadramento para a reabilitação do Centro de Estágio de Lamego, numa perspectiva de vir a construir uma infra-estrutura nacional para servir de acolhimento a uma das grandes modalidades desportivas (voleibol), que ali passará a ter o seu Centro de Alto Rendimento e a sua residência. "

"... há um conjunto de altos investimentos que considero mesmo arrojados, mas absolutamente necessários."..."ou nos dedicamos a fazer isso imediatamente, procurando criar condições para que a partir do princípio de 2007, por via do novo quadro comunitário de apoio, tenhamos os meios para iniciar a obra e conclui-la no mais curto espaço de tempo, ou então passa mais uma vez a hora do Complexo Desportivo de Lamego e essa obra ficará por fazer."

" Estou convencido que, por aquilo que tem sido a colaboração entre nós e o município, vamos conseguir levar a cabo esta empreitada e remodelar o Centro de Estágio de Lamego, colocando-o ao serviço do município, da região e do país, nas diversas valências que pode ter na área desportiva e do alojamento."

PISCINAS COBERTAS
"Recordo que no actual quadro comunitário de apoio já estão inscritas as piscinas cobertas de Lamego."
"Custa-me a crer que uma cidade como Lamego, tenha passado tanto tempo sem ter um equipamento deste género. A minha terra, Fafe, tem piscinas cobertas e aquecidas desde 1978, ou seja, há 28 anos."
"Há inúmeros concelhos (cidades e vilas), com muito menos população, com muito menos exigência, juventude e associativismo que Lamego e dispõe já este tipo de infra-estruturas construídas há muito tempo. Isto significa falta de planeamento."
PONTO JÁ
"Dentro de poucos meses, estaremos em condições de, com o apoio do município, abrir em Lamego uma Loja " Ponto Já". Trata-se de uma infra-estrutura que para além de toda a informação do próprio Instituto da Juventude, disponibilizará ainda acesso à biblioteca, centros de média e internet gratuita. É um local onde os jovens podem frequentar cursos de formação, ter acesso às novas tecnologias e, portanto, creio que Lamego ficará a ganhar com a instalação de uma loja "Ponto Já".

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

LAMEGO DIGIT@L & PONTO JÁ

As obras de modernização e adaptação do local que vai acolher a “Loja Ponto Já” de Lamego e o espaço Lamego Digit@l, situado no rés-do-chão do edifício Bloco da Feira, estão a decorrer a bom ritmo, estando prevista para o próximo mês de Março a abertura ao público dos equipamentos. Todos os pormenores desta intervenção foram apresentados pelo Presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, durante uma conferência de imprensa na qual garantiu que a instalação dos dois serviços públicos junto do Largo da Feira constitui o primeiro passo na concretização do plano de requalificação e dinamização do Parque da Cidade.

O futuro espaço “Lamego Digit@l” vai disponibilizar, gratuitamente, 11 postos de acesso à Internet, suprimindo uma lacuna existente no concelho: a ausência de um serviço público de acesso gratuito à Internet. O autarca sublinha que Lamego “é das poucas cidades portuguesas que ainda não possuem este tipo de serviço”. “É muito importante massificar a utilização das novas tecnologias, nomeadamente a Internet, sobretudo junto da população estudantil”, acrescenta.
Mesmo ao lado, vai entrar em funcionamento a “Loja Ponto Já”, um equipamento pioneiro através do qual os utentes poderão aceder a um vasto conjunto de serviços e informações, bastante úteis, sobre oportunidades de estudo e de trabalho em Portugal e no estrangeiro, projectos e concursos, acções de formação, voluntariado, tempos-livres, “cartão jovem”, turismo juvenil, imprensa, entre outros. As duas infra-estruturas vão estar localizadas num espaço contíguo no rés-do-chão do Bloco da Feira. As obras incluem a requalificação da fachada do edifício, através da abertura de montras que permitirão o acesso directo ao exterior. Esta intervenção será concluída com disponibilização, no futuro, de outros serviços públicos no piso térreo do mesmo edifício.
Combate à info-exclusão
Lamego será um dos primeiros concelhos do país, que não é capital de distrito, a dispor de uma loja “Ponto Já”. Quando se deslocarem a este local, os utentes vão ter à sua disposição alguns serviços úteis complementares: uma moderna área multimédia, uma sala de estudo e um centro de Divulgação das Tecnologias de Informação, um espaço onde serão desenvolvidas acções de divulgação, sensibilização e formação nas áreas das tecnologias da informação.
A instalação na cidade de Lamego deste equipamento apenas foi possível após o actual executivo da Câmara Municipal ter reivindicado, junto da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, a abertura desta estrutura pioneira.
Para garantir a concretização deste investimento no concelho, compensando em parte o encerramento da Casa de Cultura da Juventude de Lamego/ IPJ que funcionava na rua de Almacave, a autarquia assume a responsabilidade de realizar obras de adaptação do espaço, e posterior manutenção, e disponibilizar os recursos humanos indispensáveis ao seu normal funcionamento.
Em simultâneo, a Câmara de Lamego também pretende que o serviço municipal “Lamego Digit@l” se torne num ponto de referência para todos, onde seja possível consultar o e-mail, pesquisar páginas Web, jogar, entrar em chat´s e fóruns de discussão, realizar trabalhos, entre muitas outras tarefas, combatendo deste modo a info-exclusão. Com o objectivo de servir o maior número de pessoas, a autarquia vai rentabilizar o novo espaço municipal realizando no local acções de formação e de sensibilização e iniciativas conjuntas com associações locais e estabelecimentos de ensino. FONTE: CML site oficial

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

ENSINO SUPERIOR EM LAMEGO, QUE FUTURO?

O Ensino Superior Politécnico em Lamego deu os primeiros passos em 1987 com a criação do Pólo Educacional de Lamego, da Escola Superior de Educação de Viseu. A Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTGL) entrou em funcionamento em 2000/2001. Apesar do esforço dos responsáveis educacionais para manter o nível de qualidade de ensino, certo é que, as instalações continuam provisórias e assiste-se à falta de equipamentos de apoio social aos alunos.

A criação de um Campus Politécnico em Lamego já mereceu o interesse das diferentes instituições, directa e indirectamente ligadas à questão do Ensino Superior no concelho. No caso do Pólo Educacional as instalações são provisórias, e apesar das obras de requalificação da antiga Escola do Magistério Primário, a ESTGL já atingiu o seu limite máximo de ocupação. Segundo Antas de Barros, presidente do Instituto Politécnico (IPV), “o maior problema de Lamego coloca-se ao nível das instalações, nomeadamente, no âmbito dos serviços sociais”, tais como cantina, residência de estudantes e laboratórios.
No entanto, este responsável adiantou que “o instituto e autarquia desenvolvem esforços para procurar soluções”, frisando que o Ensino Superior em Lamego é penalizado pelo facto de “as instalações serem curtas para os alunos que desejam aqui prosseguir os estudos”, referindo ainda “os cursos mais penalizados são os que exigem laboratórios”. A título de exemplo, a ESTGL conheceu um crescimento exponencial, passando de 61 alunos, à data do seu arranque, para os actuais 625. Um movimento estudantil que ‘esbarra’ nas falta de salas de aulas, obrigando mesmo aos alunos de Serviço Social terem aulas no Pólo Educacional. Ainda assim, e perante este quadro, Antas de Barros assume que “não está nos nossos horizontes encerrar, a não ser que se verificassem cumulativamente uma série de situações difíceis de perceber à distância”.
Câmara apoia ensino superior
O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, garantiu que “há todo o interesse em desenvolver o ensino superior”, nomeadamente a constituição de um Campus Politécnico, para o qual a autarquia se assume como parceira. “Temos previstos terrenos para a construção de raiz ou a remodelação de um edifício” - não revelou a sua localização - ainda que “tudo dependerá da disponibilidade do governo e do IPV”. O autarca acredita que o concelho tem capacidade de atracção, em especial de estudantes, nomeadamente com a construção de equipamentos culturais e desportivos, “muito importantes quer para a fixação da população, quer para os movimentos estudantis”.
FONTE: Lamego Hoje online